Flagrante de irresponsabilidade no trânsito

O leitor Astrogildo Jr. envia flagrante de irresponsabilidade no trânsito ocorrida às 6h55, da manhã de hoje (19) na Rua João Elysio Ramos, na esquina com Av. Abdias de Carvalho, na Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife.

Segundo o leitor, o ônibus de número de ordem 242, linha Bongi (Afogados), da Empresa Metropolitana seguia pela Rua João Elysio Ramos, quando ao chegar perto do trevo que dá acesso à Abdias, para não ficar na fila, atrás dos carros que esperavam para acessar a avenida principal, usou a contramão para ultrapassá-los, fechando o acesso à rua dos veículos oriundos pela Av. José Gonçalves de Medeiros.

Ainda segundo Jr., no trevo do Sport, o motorista ainda fez uma manobra brusca que quase atingiu seu veículo. “As empresas de ônibus precisam saber quem são os motoristas que transportam a população. Um motorista como esse, põe em risco muita gente, dentro do coletivo e no meio da rua. Um absurdo!

Uma reclamação foi feita pelo leitor no site da empresa.

Cortou para a eternidade

Por Thiago Calil

O jornalista Marcelo Rezende morreu neste sábado (16), aos 65 anos, na zona sul de São Paulo. Um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro, o apresentador da Record TV lutava contra um câncer no pâncreas e no fígado desde o final de abril. A informação foi confirmada pelo Hospital Moriah, onde estava internado desde terça-feira (12).

O velório acontecerá na Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir das 10h de domingo (17).

Com a coragem que o acompanhou ao longo da vida, o jornalista anunciou em rede nacional que estava com a doença. Durante uma entrevista ao Domingo Espetacular no início de maio, horas antes de ser internado pela primeira vez, Rezende disse que encararia a doença de frente. O câncer agressivo o obrigou a deixar repentinamente o comando do Cidade Alerta, jornalístico que apresentava desde 2012. Foi nessa última etapa da carreira que Marcelo Rezende se reinventou como apresentador.

Entre denúncias e notícias sobre violência urbana, Marcelo Rezende encontrou espaço para o bom humor. Transformou os repórteres em personagens, deu apelidos à equipe técnica, colocou o comentarista Percival de Souza sentado num trono. Criou bordões que ganharam as ruas e já entraram para a história da TV brasileira. Um deles, o “corta pra mim”, virou título de sua autobiografia (Editora Planeta, 2013). Um breve resumo de uma vida rica de histórias.

Marcelo Rezende nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de novembro de 1951, fruto de um casal de baixa renda. Filho de um bancário e uma funcionária da aeronáutica, decidiu, aos 16 anos, se mudar para a Bahia e viver em uma comunidade hippie.

Um ano mais tarde, ingressou no jornalismo por acaso, durante uma visita à redação do Jornal dos Sports, no Rio de Janeiro. Rezende tinha apenas 17 anos e foi convidado para trabalhar como repórter na cobertura de futebol. Foram o talento e as amizades que conquistou lá que o levaram para a Rádio Globo e, na sequência, O Globo. No jornal carioca, onde trabalhou por sete anos, teve a chance de ficar próximo do ídolo, Nelson Rodrigues.

Antes de chegar à televisão, o jornalista ainda passou pela revista Placar. Só então, em 1987, foi contratado como repórter esportivo pela TV Globo. Com pouco tempo na emissora carioca, migrou para o jornalismo investigativo – área que marcou a sua carreira profissional. Participou de coberturas importantes e saiu na frente em várias delas. Um exemplo é a investigação sobre a fuga de PC Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor, em 1993. Mas a matéria de maior repercussão na carreira do apresentador foi um caso de violência policial na Favela Naval, em Diadema, na grande São Paulo. A denúncia feita por Rezende em 31 de março de 1997 no Jornal Nacionalcausou indignação no País, rodou o mundo e colocou os direitos humanos na pauta da sociedade. Pelo trabalho, Rezende recebeu os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Líbero Badaró.

No ano seguinte, o jornalista voltou a ser premiado no Líbero Badaró por uma denúncia de vendas de armas, também exibida no Jornal Nacional. Ele já havia conquistado, em 1994, o diploma de honra ao mérito do Festival de Filme e Televisão de Nova York pela reportagem Trabalho do Menor, exibida no Globo Repórter.

A estreia como apresentador foi no Linha Direta, em 27 de março de 1999. O jornalista participou ativamente do projeto que colocou o programa policial que reconstituía crimes praticados por foragidos da justiça de volta à grade da Globo – a primeira versão, feita em 1990, durou só quatro meses no ar. De acordo com a emissora carioca, Rezende dizia que “a proposta do Linha Direta era, desde o princípio, condenar a impunidade e retratar os casos policiais com o máximo de verossimilhança”. Isso era possível pois, além de contar histórias, a atração incentivava os telespectadores a denunciar o paradeiro dos criminosos ou fornecer pistas que ajudassem na solução dos casos. O jornalista trabalhou sete meses montando uma equipe de 50 profissionais para colocar o programa no ar.

Rezende deixou a Globo e, em 2002, foi para a Rede TV!, onde assumiu a apresentação do telejornal policial Repórter Cidadão.

Em 2004, foi contratado pela Record TV, como apresentador da primeira versão do Cidade Alerta. Ficou até 2006, quando foi contratado novamente pela Rede TV! para ancorar o RedeTV!News, principal jornalístico da casa. Deixou a emissora em 2008. Dois anos depois, estreava na Band no comando do Tribunal na TV – atração nos mesmos moldes do Linha Direta.

Ainda em 2010, Rezende voltou para a Record TV, como repórter especial do Domingo Espetacular. No ano seguinte, virou apresentador do Repórter Record. Mas, em 2012, Marcelo Rezende reassumiu o comando do Cidade Alerta e, com uma dose de irreverência, mudou o jeito de fazer programa policial na televisão brasileira. A inovação deu certo e fez história. Em setembro de 2015, o vespertino venceu por pelo menos três vezes o Jornal Nacional, fato até então inédito na televisão. Quando não ficava na frente, por várias vezes o Cidade Alerta empatava no período de confronto direto entre os dois noticiários. Um marco histórico, já que, desde a estreia, em 1969, o Jornal Nacional sempre teve a liderança isolada de audiência.

O sucesso foi interrompido pela descoberta do câncer agressivo, em exame realizado em 28 de abril. Mesmo após o diagnóstico, Marcelo Rezende apresentou três edições do programa e fez questão de não abandonar a legião de fãs. Durante o período em que esteve fora do ar, usou as redes sociais para se manter em contato com o público. Em todas as mensagens, passou demonstrações de confiança e fé.

Marcelo Rezende deixa cinco filhos e uma neta.

Ex-preparador físico de Ayrton Senna é preso por violência sexual

Por Gabriela Moreira

O ex-preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, de 79 anos, foi preso há pouco pela Polícia Federal em São Paulo. Ele se apresentou à superintendência, após ter sido condenado pelo crime de violação sexual contra uma mulher, de 21 anos (à época), durante um voo, em 2015. O pedido de condenação foi publicado na semana passada.

Após a nota, uma outra vítima se apresentou à procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento, do Ministério Público Federal, para contar que também havia sido vítima do profissional. A mulher, uma jornalista, narra que em agosto deste ano, após uma entrevista e na presença de outros colegas, o acusado apertou suas nádegas e esfregou seu órgão sexual nela, afirmando que os homens possuem “energias sexuais”, que “as mulheres deveriam compreender”.  A jornalista apresentou testemunhas do ocorrido. Este segundo caso trazido aos autos ensejou o pedido de prisão que foi decretado pela 3ª Vara Federal de São Paulo e cumprido nesta segunda-feira.

De acordo com a sentença, proferida pela juíza Raecler Baldresca, o ex-preparador físico foi condenado por violação sexual mediante fraude e por meio que dificultou a livre manifestação da vítima”. Por este ocorrido, Nuno foi condenado a 3 anos e 9 meses, com pena convertida em serviços comunitários, além de multa.  Mas com o recebimento do novo caso de violação sexual, foi decretada a prisão preventiva do acusado.

Em contato com o advogado que representa Nuno, Sergei Cobra,  o mesmo disse que não poderia falar por estar em audiência. Na semana passada, por ocasião da primeira nota a respeito do assunto, o advogado disse que seu cliente era “inocente” e que provaria isso no processo.

Do ESPN

Palladium fecha as portas

Por Ester Vivacqua

Depois de quase três décadas, a casa de shows Palladium, considerada uma das maiores do Nordeste, chega ao fim, no local, “renascerá” uma nova casa de entretenimento, com espaço para duas mil pessoas e um público até cinco vezes maior, de acordo com a visão empresarial de Luiz Gonzaga Lima e Sérgio Murilo Torres com reforço do comunicador, empresário e diretor geral da Rádio Liberdade, Ivan Feitosa.

A nova cada de shows surgirá com o objetivo de tornar novamente o local em um dos mais badalados do Nordeste, com espaço para duas mil pessoas e um público até cinco vezes maior. Para isso, o grupo vai eliminar o setor de mesa e criar outras áreas, inclusive uma vip com open-bar”

Em uma atitude inovadora, os empresários resolveram delegar a sociedade a escolha do novo nome da casa de shows. Para participar da promoção é preciso fazer um cadastro através do telefone da Rádio Liberdade (81) 2103-1170. São três sugestões: Arena Caruaru, Open Music e Vila Prime.

Quem escolher a opção vencedora, concorre ao I Phone 7. O sorteio acontece no dia 16 de setembro. Nós, do Jornal de Caruaru, a batizaríamos de Fênix House Prime, pois como a ave mitológica, que entra em autocombustão para renascer das cinzas, assim renascerá a “nova” Casa de Shows.

“Realmente é um projeto muito ousado e à altura de Caruaru. Eles começaram acertando a partir do momento que criaram uma promoção para dar o nome à casa. São três sugestões e o público ainda concorre a um I Phone 7, disse Ivan Feitosa.

22 de dezembro é a data prevista para o primeiro show, um pré-réveillon com a dupla Henrique & Juliano, Tayrone e Solange, ex-Aviões do Forró. As reservas de mesas e camarotes já podem ser feitas pelo telefone (81) 3721-7744.

Atriz Rogéria morre aos 74 anos

A atriz Rogéria morreu aos 74 anos nesta segunda-feira (4), pouco depois de ser internada novamente em um hospital do Rio de Janeiro com novo quadro de infecção urinária. Sua morte foi confirmada pelo empresário Alexandro Haddad.

INTERNAÇÃO

Internada em julho, com fortes dores nas costas que indicaram infecção urinária, a atriz ficou por mais de duas semanas na UTI.

CARREIRA

Rogéria começou sua carreira como maquiadora da TV Rio, e ao conviver com inúmeros atores célebres teve o que descreveu como equivalente de uma estadia no Actors Studio, sendo estimulada a interpretar. Sua estreia ocorreu em 29 de maio de 1964, em um notório reduto gay de Copacabana, a Galeria Alaska.

Figura frequente no cinema brasileiro, participou também como jurada em vários programas de auditório nas últimas décadas, de Chacrinha a Gilberto Barros e também Luciano Huck.

Rogéria foi coreógrafa da comissão de frente da Escola de Samba São Clemente, representando Maria, a louca, num enredo que tratava dos 200 anos da vinda da família real ao Brasil. Em sua passagem, foi recebida com carinho pelo público.

Em 2016, lançou sua biografia Rogéria – Uma mulher e mais um pouco, de Marcio Paschoal

Entre as novelas de que participou estão “Tieta”, “Sai de Baixo”, “Desejo de Mulher”, “Duas Caras” e “Babilônia”.

Morre o radialista Aldo César

Pernambuco perdeu Aldo César, um dos seus radialistas mais ilustres, que morreu na noite desta quinta-feira (31), vítima de uma parada cardíaca durante uma cirurgia.

Afastado do rádio desde meados de março, após um AVC, há 15 dias ele sofreu um infarte e desde estão estava internado.

Natural de Garanhuns, o “Galeguinho”, como era carinhosamente chamado, trabalhou na Rádio 102 FM, Tamandaré AM, Recife FM e atualmente integrava a equipe da Clube FM, onde comandava vários programas, entre eles o Bom Dia Clube

Aldo deixa um filho, Igor César, de 15 anos, e a esposa Walma Lopes. Ele será sepultado hoje, às 15h, no cemitério Parque das Flores.

Estacionamentos públicos da Rua do Paissandu agora têm donos

Conhecida por ser um dos principais corredores que dão acesso ao Centro da cidade, a Rua do Paissandu está com suas vagas de estacionamento sendo, aos poucos, ocupadas pelos novos donos dos espaços públicos. Essa é a afirmação de vários moradores e pessoas que precisam estacionar seus carros nos locais públicos disponibilizados pela Prefeitura do Recife gratuitamente.

Os flanelinhas controlam as vagas de estacionamento, colocando cones, cadeiras e baldes, para delimitarem a área e cobrarem pelo uso do espaço público. Tal ação gera dificuldade aos motoristas, que não encontram vagas livres para estacionar.

Conseguir uma vaga só é possível após o flanelinha tirar o cone da vaga de “sua” propriedade.

Diariamente, carros da polícia promovem rondas no local, assim como agentes da CTTU circulam a pé, multando motoristas que estacionam irregularmente, mas fazem vistas grossas para o fato, enquanto isso, quem paga é o cidadão comum, que fica a sem ter a quem recorrer.

A execrável obsessão da imprensa em provar que Reynaldo Gianecchini é gay


Por Jeff Benício

Autor da Teoria dos Ídolos, que coloca o homem como um plagiador de comportamentos alheios, o filósofo inglês Francis Bacon escreveu: “a fama é como um rio, que mantém à superfície as coisas leves e infladas, e arrasta para o fundo as coisas pesadas e sólidas”.

Pois foi em águas agitadas – as da badaladíssima Ibiza, na Espanha – que Reynaldo Gianecchini viveu seu momento ‘Daniella Cicarelli’: alguém fez fotos de um suposto flagra do ator na companhia de um rapaz.

Alguns sites imediatamente insinuaram um beijo na boca que não se vê e uma relação homoafetiva. As fotos (e a fofoca) correram pelas redes sociais mais rápido do que as ondas mediterrâneas.

Pela enésima vez a sexualidade de Gianecchini suscita boatos, especulações e julgamentos morais. Estamos mesmo em 2017?

Desde a estreia na TV como coprotagonista de ‘Laços de Família’, no ano 2000, o ator sofre a chamada invasão de privacidade. Há uma obsessão jornalística em provar que ele é gay. Aliás, o jornalismo ainda existe?

A questão é: parte da imprensa que cobre o mundo da televisão e dos famosos não aceita que ele seja ‘apenas’ hétero.

Outra parte vai além: acha que o galã tem obrigação de revelar hipotética bissexualidade ou homossexualidade. A Santa Inquisição acabou mesmo? Certeza?

Truman Capote e Gore Vidal, se estivessem vivos, bocejariam de tédio com a curiosidade pública em relação a quem Gianecchini leva para o mar – e para a cama.

Os dois gênios da escrita, gays assumidos, foram exímios cronistas do lado mesquinho da sociedade americana e, por reflexo, do mundo ocidental.

De acordo com ambos, adoramos bisbilhotar a intimidade alheia – uns para se excitar, outros para demonizá-la com discurso conservador – enquanto fazemos o impossível para manter em segredo nossas fantasias, fetiches e perversões.

E há os que desejam a desmoralização de celebridades como Gianecchini por inveja primitiva do que elas representam: fama, sucesso, beleza, sensualidade, riqueza, glamour, status, aprovação social, autoestima…

Tanta positividade esfregada na nossa cara merece ser castigada, pensam os haters. E dá-lhe expurgação de complexos, traumas e/ou desejos enrustidos por meio de xingamentos previsíveis e textões raivosos.

Flagrada com um namorado no mar de Cádiz, na Espanha, em 2006, Daniella Cicarelli conheceu na prática o machismo, a misoginia e a crueldade coletiva ao ser massacrada por um ato que só dizia respeito a ela.

Agora Gianecchini passa pelo mesmo constrangimento: a vida superexposta, avaliada e sentenciada ao gosto do freguês – quanto pior, melhor, é óbvio. O sadismo pulsa à flor da pele.

Nos tumblrs da vida uma frase popular resume a ópera-bufa: “Hipocrisia é falar mal de quem faz tudo aquilo que você sempre quis fazer, mas tem medo”.

Capote e Vidal estavam certos: somos humanamente deploráveis.

Até quando?

Andar pelas calçadas do Recife está cada vez mais impossível. Raízes, buracos, lixo, barracas de ambulantes e a pavimentação quebrada transformam o exercício de andar a pé em uma verdadeira odisseia. Mesmo com a ação da Prefeitura do Recife que gere a requalificação de 12 ruas da cidade, o recifense é crédulo de que ainda é necessário um investimento muito maior.

O projeto, já em execução, de acordo com a prefeitura, planeja atingir de 134 quilômetros de calçadas na capital pernambucana,está orçado em cerca de R$ 105 milhões, e deve contemplar 114 ruas e 12 largos em todas as Regiões Político Administrativas da cidade.

Na ultima quinta-feira, uma senhora, portadora de dificuldade de locomoção, de posse de uma cadeira de rodas automática, precisou se misturar aos carros da Rua Lopes de Carvalho, na Madalena, Zona Oeste do Recife, para poder se deslocar, uma vez que a calçada da rua estava tomada por lixo e entulhos.

O flagrante foi feito por nossa reportagem.

Ah, como era grande!!!

Morreu, na manhã desta quinta-feira (17) no Rio de Janeiro, o ator Paulo Silvino. O humorista tinha 78 anos e lutava contra um câncer.

Silvino estreou na TV Globo em 1966, apresentando um programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV. Nos últimos anos ele fez sucesso como o porteiro Severino, em um quadro do Zorra Total.

O artista cresceu frequentando os bastidores do teatro e da rádio. Seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, conhecido por realizar paródias de figuras públicas no Brasil dos anos 1940 e 1950, levava o menino para acompanhar seu trabalho.

CARREIRA

Filho de Silvino Netto e Naja Silvino, não tardou a despontar para a carreira artística. Com 20 anos, ao lado de nomes como Altamiro Carrilho, Durval Ferreira e Eumir Deodato, lançou o LP Nova Geração em Ritmo de Samba, compondo e interpretando com sua voz abaritonada a maioria das canções, ainda sob o nome de Silvino Júnior.

Durante as décadas de 1960 e 1970, ampliou sua produção musical e teatral, escrevendo e atuando em peças e filmes. Passa pelas extintas TV Tupi, TV Continental, TV Rio e TV Excelsior.

Estreou na TV Globo em 1967, em TV Ó – Canal Zero e ganhou dois prêmios como o melhor comediante de televisão do ano. Desde então, apresentou e foi destaque em diversos programas de humor da TV Globo: Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom, Planeta dos Homens, Balança Mas Não Cai, Viva o Gordo e Brasil Pandeiro. Em 1988, comandou inúmeras vezes o Cassino do Chacrinha, substituindo o Velho Guerreiro.

Esteve no SBT de 1989 a 1992, onde atuou em A Praça É Nossa e na Escolinha do Golias, com Ronald Golias. Participou da Escolinha do Professor Raymundo (1993 – 1995), na Globo, e da Escolinha do Barulho (1999), na TV Record.

De volta à Rede Globo, participou do programa Zorra Total, onde fez muitos personagens.

Seu humor era fortemente baseado em bordões e piadas de duplo sentido. Era, portanto, típico daquele que fez escola nos programas no qual atuou nos anos 60 e 70. São memoráveis o bordão do policial Fonseca, em quadro no qual contracenava com Jô Soares (“Guenta, doutor, ele gueeeeenta!!”), e, do porteiro Severino (“isso é uma tremenda bichona, seu diretor” e “Cara, crachá! Cara, crachá!”). O ator buscava a piada simples, mas de gosto popular, ao criar seus tipos, popularizando assim os bordões de seus personagens.

No cinema, participou de Um Edifício Chamado 200 (1973), Com a Cama na Cabeça (1973, autor do argumento), O Rei da Pilantragem (1968), Minha Sogra É da Policia (1958) e Sherlock de Araque (1957)

Após gravar seu primeiro LP e atuar em algumas novelas da TV Globo, Flávio Silvino teve sua carreira parcialmente interrompida em 2 de novembro de 1993 ao sofrer um grave acidente de carro que lhe causou danos cerebrais ao deixá-lo em coma durante 3 meses e meio.

Paulo Silvino fez parte do elenco de Zorra Total com seu personagem Severino, que participava do Strip Trem Quiz, e o Senador (Eu quero é mamar!!!). Com a mudança no Zorra Total, Silvino integrou o novo elenco do programa até o inicio deste ano.

O ator descobriu em julho de 2016 que tinha um endocarcinoma (câncer de estomago). Foi operado e desde estão lutava contra a doença.

Paulo Silvino deixou três filhos: Flávio Silvino, João Paulo Silvino e Isabela Silvino.

Do PlenoNews