Jornalismo perde Helena Beltrão

Morreu aos 73 anos, na noite desta segunda-feira (30), a jornalista pernambucana Helena Beltrão. Nascida em Cortês, na Mata Sul de Pernambuco, ela tratava um câncer e morreu em casa, no Rio de Janeiro, onde morava há 30 anos.

Helena Beltrão trabalhou na década de 70 na TV Globo do Recife, na revista Manchete e no Jornal do Brasil. Ainda foi diretora da TV Pernambuco, do governo do Estado, e dirigiu a TV Futura, da Fundação Roberto Marinho, além de ter sido assessora do Ministério de Minas e Energia.

Famílias e amigos lamentaram a morte da jornalista, que terá o corpo cremado no Rio de Janeiro. “Estamos muito tristes com a notícia. Helena era tia-avó dos meus filhos. Uma pessoa de raro caráter, emoção, calor humano, talento e competência. Tudo em grande medida. que Deus a guarde em sua misericórdia”, descreveu a também jornalista Etiene Ramos.
Da FolhaPE

Não era somente um desodorante vencido

Por Fabrício Carpinejar

Bullying não é brincadeira. Bullying não é mimimi.

A chacina de Goiânia é um alerta político. Um adolescente de 14 anos, vítima frequente das ofensas de sua turma, roubou a pistola dos pais policiais militares e matou dois colegas e feriu outros quatro dentro do Colégio Goyases na manhã dessa sexta (20/10).

Era uma vingança pelas humilhações suportadas em silêncio ao longo do ano letivo. Ele vinha sendo hostilizado de fedorento e chegou a receber até um desodorante como inesperado, pungente e irônico presente.

Não tem como justificar o crime, nem perdoá-lo. Mas é o momento de refletir sobre o quanto subestimamos a violência escolar.

O bullying hoje está muito mais agressivo do que duas décadas atrás, pois envolve também perseguição e segregação digital. Os desaforos não terminam na escola, seguem pelo dia adentro na web. O sinal do fim da aula não interrompe o medo.

A tortura psicológica não encontra pausa, com troças infinitas pelos contatos no WhatsApp. Quem é esculhambado não vê para onde fugir, pois a sua página no Facebook também é invadida por comentários ofensivos e insinuações violentas.

Quem diz que bullying sempre existiu e que a preocupação com apelidos é uma frescura não acompanha a trolagem nas redes sociais.

Bullying é saúde mental, é saúde pública. Ao cuidar dele, preventivamente, em campanhas nas escolas, estaremos economizando lá adiante com internações e medicação nos hospitais.

Bullying não é exagero, não é drama, não é piada inofensiva, não é implicância natural.

Quantos adolescentes, sem saída para a angústia, em vez de revidar os ataques, cometem suicídio? E nunca ficamos sabendo. São engolidos pela solidão, levando consigo os segredos malditos e perversos da convivência.

O adolescente é uma bomba-relógio porque ele sente a vida com o dobro de intensidade dos adultos. Ele ama e odeia ao mesmo tempo, está permanentemente à flor da pele, caminhando do tudo para o nada, do nada para o tudo. Alterna extremos de alegria e de raiva em pouquíssimos minutos.

O corpo está mudando, a voz está mudando, ele não reconhece mais a si e depende da aprovação externa de seus amigos para assumir a identidade.

Se não é aceito nos grupos sociais, se não é aprovado, ele se convencerá de que é um monstro, entenderá que crescer é uma metamorfose do mal.

Ele também não tem nenhuma reserva emocional: perdeu a proteção e a segurança da infância. Não caminha mais de mãos dadas com os pais, não recebe colo, não cura as discussões com abraços, não se desculpa com beijo. Não acontecerá o contato da pele para reaver os vínculos.

É somente cobrado sem os prêmios do afeto e do conforto de quando era pequeno. No fundo, encontra-se sozinho pela primeira vez no mundo. Pretende se mostrar independente, porém é carente e sedento de reconhecimento.

O adolescente é órfão de suas perguntas e aflições. Tranca o quarto e chaveia o coração.

Ele merece um cuidado especial. Não se abrirá com facilidade. Não comunicará o seu sofrimento.

O costume é engolir o pedido de socorro. Talvez tente emplacar uma conversa séria uma única vez, mas, se fracassar, não voltará a tocar no assunto. Mergulhará de novo para a educação fingida e respostas monossilábicas.

O adolescente não dá segunda chance para a confissão. Ou os pais e educadores permanecem atentos aos sinais ou ele irá explodir secretamente contra si ou contra todos.

A recuperação exige a confiança rarefeita do desabafo.

Porque a dor, quando guardada, aumenta. Já a dor, quando partilhada, diminui – quem consegue falar descobre que a sua dor não é exclusiva e que muitos sofrem parecido.

Bullying destrói personalidades fortes, desmancha temperamentos firmes. Sua maior maldade é transformar a ferida em alegria, as privações em palhaçadas.

As risadas machucam. Apanha-se de risadas. Pessoas se divertem às custas do constrangimento de alguém. De sinônimo do bem, a gargalhada é convertida em veneno.

O que nos resta a fazer é mudar o nosso entendimento de coragem.

Coragem não é sofrer sozinho, é pedir ajuda.

Mitos e verdades sobre mamografia

Que a mamografia é fundamental para o diagnóstico do câncer de mama, todo mundo sabe. No entanto, algumas dúvidas ainda pairam sobre esse tipo de exame. Pensando em desmistificar a ultrassonografia , elencamos as principais dúvidas acerca da avaliação por imagem.

O autoexame dispensa a mamografia? Não dispensa. O autoexame funciona apenas para guiar alguma duvida diagnóstica, alteração palpável, achado novo. O procedimento não é seguro para dizer que não existe alteração maligna. Desta forma, a mamografia deve ser utilizada para encontrar achados assintomáticos.

A mamografia é o principal exame para detecção do câncer de mama? É um dos principais exames, já que é feito para rastrear. A mamografia foi o único exame que mostrou redução de mortalidade do câncer de mama.

A mamografia dói? Geralmente não causa dor, mas algumas pacientes apresentam uma sensibilidade natural, chamado de mastalgia (dores nas mamas). Para elas, a compressão da mamografia termina sendo sentida, causando relatos de dor durante a realização do exame.

A mamografia funciona apenas para identificar o câncer de mama? O exame detecta câncer e alterações benignas, tais como alterações pós cirúrgicas e avalia implantes mamários.

A mamografia digital é melhor do que a convencional? A mamografia digital é muito superior a convencional. Ela além de emitir menor radiação, ainda apresenta melhor qualidade de imagem.

A mamografia é cara? Relativamente não é um exame caro. Além de ser bastante disponível pelo SUS.

Próteses de silicone atrapalham a mamografia? Para quem tem silicone, o exame é feito de maneira diferente. Nesses casos, a mamografia precisa de um pouco mais de imagens. Por isso são oito radiografias, quatro de cada mama. Sendo quatro com a prótese e quatro com uma manobra com a técnica que afasta a prótese para cima e para trás, sendo possível radiografar apenas o tecido mamário.

Todas as mulheres devem realizar a mamografia a partir da mesma idade? A recomendação atual é de que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos para pacientes que não apresentam fatores de risco e a partir dos 35 anos para pacientes do grupo de risco.

A mamografia pode ser substituída por ressonância magnética ou ultrassonografia? A mamografia não pode ser substituída por ultrassom e ressonância, eles são exames complementares.

Mamografia – é indicada como rastreio para paciente assintomático acima dos 40 anos. É fundamental para avaliação de alterações e calcificações suspeitas, sendo o único método que rastreia tais calcificações.

Ultrassonografia – é método complementar para avaliação da mamografia, avaliação de nódulos, implantes e alterações palpáveis em mamas jovens.

Ressonância – é indicada para pacientes de alto risco, em estadiamento pré operatório e com avaliação para quimioterapia neoadjuvante.

Estou grávida, posso fazer mamografia? Paciente gravida não deve fazer mamografia, no entanto, se ao fizer o exame, não souber da gravidez, por ela estar ainda em estágio inicial, não há risco de teratogenicidade para o feto, pois a radiação é mínima.

Ela via o mundo de outra forma

Lúcida, feliz, poeta e apaixonada pela vida, assim era como se descrevia Esther Camurça, nascida em 27 de abril de 1920. Até seus 93 anos ela ainda escrevia poemas e teve três livros publicados. Esther morou grande parte de sua vida sozinha na cobertura de um prédio no bairro do Espinheiro. No mesmo edifício, morava uma de suas filhas, mas D. Esther não gostava da ideia de se sentir vigiada. “Eu tenho demais senso de liberdade”, dizia justificando com o fato de ter nascido em uma cidade chamada Redenção, no Ceará. “O nome é porque ali foi o primeiro lugar a libertar os escravos e acho que esse sentimento foi passado para mim”, explicava a poetiza.

Vaidosa e de hábitos excêntricos, Esther toda manhã tomava banho de sol na varanda do seu apartamento. “O prédio da frente está desabitado, então eu sento aqui nesta cadeira, tiro a roupa e pego o sol todinho (sic)”, confidenciava. No quarto, uma coleção de chapéus que punha sobre sua cabeça raspada. Os cabelos ela tirou por opção e confessava que gostava de se sentir observada na rua. “A gente não perde a feminilidade envelhecendo não. Pelo menos eu, estou inteiraça (sic)”, brincava a poetiza. Óculos grandes e lenços coloridos completavam o visual da jovem senhora.

A vaidade de D. Esther não estava só nos cuidados com a aparência, mas também nas palavras. Ela sempre falava orgulhosa do parentesco com Raimundo Teixeira, criador da bandeira nacional. “Era primo legítimo da minha mãe e isso me envaidece muito”, dizia orgulhosa. Ela ainda sugeria para os que não se recordam do nome do parente famoso: “coloca na internet pra ver”. O computador dividia a estante da sala com o seu toca-discos.

Aos 93 anos, Esther não pensava em esperar parada a vida passar e todo dinheiro que juntou, gastava em viagens. Com memória de fazer inveja, D. Esther recitava poemas antigos sem esquecer nem uma palavra. Sobre a curiosidade que a imagem dela despertava, ela declarava: “Muitos devem se perguntar o que uma velha de 93 anos tem dentro de si. Eu digo que tenho desejos fortes, e muitos sonhos”.

Esther Camurça, que ocupou a cadeira 16 da ALANE – Academia de Letras e Artes do Nordeste, morreu em 18 de novembro de 2014, deixando um legado e uma saudade indescritível.

Sob  texto de Vicente Carvalho

Mudaram a vaga do estacionamento para deficientes no Derby Center

Publicação da internauta Lise Suassuna, em suas redes sociais, mostra insatisfação para com a mudança do local das vagas destinadas a deficientes físicos no Derby Center I, localizado no cruzamento entre as ruas Amaro Bezerra, Joaquim Nabuco e Creoulas, nas Graças. Ela, que possui  uma filha com dificuldades de locomoção reclama.

“E esse foi o meu bom dia reflexivo:

Porque o Derby Center I trocou o local da vaga de deficiente?! (Era no lugar do carro preto).

Como o motorista irá conseguir estacionar na posição correta, indicada pela vaga?! (Ela fica praticamente na entrada do estacionamento).

Alguém, por favor, me ajude?! Será que o deficiente não precisa dessa vaga?! Lembrando que sempre que precisei usar essa vaga para minha filha, ela estava ocupada por um lojista (segundo o rapaz do estacionamento) que alegava que, se alguém precisasse da vaga, ele(a) viria tirar o carro.

Será isso respeito?!

E essas pessoas querem um país melhor.

Querem q o mundo mude.

Mas como se elas não mudam?!”

Impossível ficar Zen

A coluna Indigesta! de hoje recebe o depoimento da internauta Roberta Capobiango. Amante da culinária japonesa, ela relata sua experiência no Restaurante Zen de Piedade.

“Tinha ido ao Zen pela ultima vez em 2015. Estava me mudando da cidade e o Zen , até então, era meu restaurante favorito.

Hoje, retornei ao local com minha família e foi decepcionante. Comida regular e atendimento péssimo.

Nesses dois anos, sempre que ia a um restaurante japones eu comentava o quanto tinha saudade do ‘temaki zen’, ja que nunca tinha comido um equivalente em outros lugares. Hoje deixei um temaki zen pela metade. Como conseguiram essa proeza?

Fora cobrar de uma crianca de 8 anos o mesmo valor que se cobra para um adulto. Ou seja: comemos mal, esperamos muito pelos pedidos e pagamos caro.

Tchau Zen”.

Dircon interdita quatro bares no Recife


A Prefeitura do Recife, por meio da Diretoria Executiva de Controle Urbano do Recife (Dircon), realizou, na noite da última quinta-feira (28), a interdição de quatro bares localizados no bairro da Boa Vista, no Centro da cidade. O Toca dos Gatos e o Gordo e o Magro, na Rua das Ninfas, e o Place Bar e o Soy Bar, na Avenida Manoel Borba, foram interditados por falta de alvarás de funcionamento e sonoro,  atestado de regularidade dos Bombeiros, além de ocupação irregular do passeio público. No total, 24 cadeiras e seis mesas foram apreendidas. A ação também contou com o apoio do 16º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, da Guarda Municipal e da Guarda Ambiental e teve como objetivo atender às denúncias dos moradores da área e garantir a regularidade dos estabelecimentos.

A diretora executiva de Controle Urbano, Cândida Bomfim, explica que antes das interdições, os fiscais da pasta orientaram os proprietários. “Há cerca de dois meses, convidamos todos os estabelecimentos da área para uma reunião, onde houve a advertência por parte da Dircon. Ainda assim, além da atividade sem os alvarás de funcionamento e sonoro, as denúncias de ocupação irregular do passeio público e da faixa de rolamento persistiram”, comentou.

Desde 2013, a Dircon vem realizando um trabalho contínuo de fiscalização de casas de festa, bares, boates e casas de festas infantis, visando garantir a segurança da população e dos frequentadores e o cumprimento do Decreto Municipal 27.248/13. Ao todo, mais de 170 estabelecimentos foram vistoriados, com cerca de 70 interdições. As ações são fundamentais para a segurança da população e a Prefeitura do Recife tem atuado de maneira intensa na fiscalização dos estabelecimentos. No entanto, a população tem papel fundamental nesse processo de fiscalização. Os telefones para denúncias são 3355.2121 e o 3355-8787.

Da PCR / (Foto: Inaldo Menezes/PCR)

Depois de tantas vírgulas, um ponto final

Atualizada às 0h05 (30/09)

A educação pernambucana perdeu, vítima de um infarto fulminante, nesta sexta-feira (29) uma de suas mais exemplares representantes, a professora de língua portuguesa e redação, Rosário Sá Barreto, 63 anos.

Filha de professor, desde criança Rosário tinha o sonho de ser professora. Deu aula nos principais colégios do Recife, entre eles o extinto Marista, da Conde da Boa Vista e São Banto, de Olinda, além de ter ministrado aulas em vários cursinhos pré-vestibular da cidade e universidades da Capital Pernambucana. Desde 1996 fazia parte do quadro docente da Instituto Federal de Pernambuco – IFPE, no núcleo de Pesqueira.

O velório acontecerá a partir das 13h, deste sábado (30/09/17), no Cemitério da Várzea, Av. Prof. Arthur de Sá, 762/846. Às 17h, acontecerá o sepultamento.

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Flagrante de irresponsabilidade no trânsito

O leitor Astrogildo Jr. envia flagrante de irresponsabilidade no trânsito ocorrida às 6h55, da manhã de hoje (19) na Rua João Elysio Ramos, na esquina com Av. Abdias de Carvalho, na Ilha do Retiro, Zona Oeste do Recife.

Segundo o leitor, o ônibus de número de ordem 242, linha Bongi (Afogados), da Empresa Metropolitana seguia pela Rua João Elysio Ramos, quando ao chegar perto do trevo que dá acesso à Abdias, para não ficar na fila, atrás dos carros que esperavam para acessar a avenida principal, usou a contramão para ultrapassá-los, fechando o acesso à rua dos veículos oriundos pela Av. José Gonçalves de Medeiros.

Ainda segundo Jr., no trevo do Sport, o motorista ainda fez uma manobra brusca que quase atingiu seu veículo. “As empresas de ônibus precisam saber quem são os motoristas que transportam a população. Um motorista como esse, põe em risco muita gente, dentro do coletivo e no meio da rua. Um absurdo!

Uma reclamação foi feita pelo leitor no site da empresa.