Casarão-Museu da Rua da Soledade é recuperado para abrigar café, bar e galeria de arte

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Um casarão de 1913, começa a renascer no início da Rua da Soledade (nº 35), no bairro do mesmo nome. A velha “Villa Ritinha”, que foi de residência de barões a rendez vouz, passa por processo de restauração para abrigar café, bar e uma galeria de arte.

Arte, aliás, é o que não falta na fachada, no interior do imóvel, nos jardins, no quintal. Em diversos cômodos, pinturas escondidas sob diversas camadas de tinta vão sendo descobertas. O mesmo se observa no teto. Nos beirais, portas e janelas elementos decorativos resistem ao tempo.

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Se plenamente recuperada, a Villa Ritinha há se tornar um “casarão-museu” privado dos mais valorosos do Recife. Nele poderá ser visto o fausto com que os abastados de antigamente ambientavam suas moradias.

A iniciativa de ressuscitar a Villa Ritinha é de um alemão que adquiriu a construção e vem se esmerando para recuperá-la. Nas declarações dele observam-se a paixão pela história do imóvel e os planos para transformá-lo num lugar de beleza e poesia. Segundo ele, o café, a primeira “operação” a funcionar, deve entrar em atividade dentro de poucos dias.

É importante salientar que o projeto do empreendedor germânico surge no momento em que um trecho precioso do centro começa a ser reocupado por bares (Pátio de Santa Cruz e Rua Visconde Goiana), ateliês de pintura e antiquários (Rua da Glória).

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Que a Vila Ritinha (o nome original será mantido) ressurja com nova vida, mas sem esquecer a memória.

A Soledade, a Boa Vista e o Centro do Recife merecem. E, oxalá, o poder público comece a respeitar a história dessa região e dê a ela um destino que não sejam os espigões das construtoras que bancam campanhas de prefeito e vereadores.

(Com informações do Antes Que Suma)

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