Sucesso: Aventura (Eduardo Dusek)


Vi seu olhar
Seu olhar de festa
De farol de moto
Azul celeste
Me ganhou no ato uma carona pra lua

Te arrastei
Estradas, desertos
Botecos abrindo e a gente rindo
Brindando cerveja
Como se fosse champanhe

Todos faróis me lembram seu olhos
Durmo a viajar entre lençóis
Seu corpo fica a dançar
No meio do nosso jantar
Luz de velas

Aventurar por toda cidade
A te procurar
Todos lugares
Pintam ciúmes na mesa de um bar
Mas você sente a começa a brincar
Diz : Fica frio, meu bem, é melhor relaxar
Palmeira no mar

Não era somente um desodorante vencido

Por Fabrício Carpinejar

Bullying não é brincadeira. Bullying não é mimimi.

A chacina de Goiânia é um alerta político. Um adolescente de 14 anos, vítima frequente das ofensas de sua turma, roubou a pistola dos pais policiais militares e matou dois colegas e feriu outros quatro dentro do Colégio Goyases na manhã dessa sexta (20/10).

Era uma vingança pelas humilhações suportadas em silêncio ao longo do ano letivo. Ele vinha sendo hostilizado de fedorento e chegou a receber até um desodorante como inesperado, pungente e irônico presente.

Não tem como justificar o crime, nem perdoá-lo. Mas é o momento de refletir sobre o quanto subestimamos a violência escolar.

O bullying hoje está muito mais agressivo do que duas décadas atrás, pois envolve também perseguição e segregação digital. Os desaforos não terminam na escola, seguem pelo dia adentro na web. O sinal do fim da aula não interrompe o medo.

A tortura psicológica não encontra pausa, com troças infinitas pelos contatos no WhatsApp. Quem é esculhambado não vê para onde fugir, pois a sua página no Facebook também é invadida por comentários ofensivos e insinuações violentas.

Quem diz que bullying sempre existiu e que a preocupação com apelidos é uma frescura não acompanha a trolagem nas redes sociais.

Bullying é saúde mental, é saúde pública. Ao cuidar dele, preventivamente, em campanhas nas escolas, estaremos economizando lá adiante com internações e medicação nos hospitais.

Bullying não é exagero, não é drama, não é piada inofensiva, não é implicância natural.

Quantos adolescentes, sem saída para a angústia, em vez de revidar os ataques, cometem suicídio? E nunca ficamos sabendo. São engolidos pela solidão, levando consigo os segredos malditos e perversos da convivência.

O adolescente é uma bomba-relógio porque ele sente a vida com o dobro de intensidade dos adultos. Ele ama e odeia ao mesmo tempo, está permanentemente à flor da pele, caminhando do tudo para o nada, do nada para o tudo. Alterna extremos de alegria e de raiva em pouquíssimos minutos.

O corpo está mudando, a voz está mudando, ele não reconhece mais a si e depende da aprovação externa de seus amigos para assumir a identidade.

Se não é aceito nos grupos sociais, se não é aprovado, ele se convencerá de que é um monstro, entenderá que crescer é uma metamorfose do mal.

Ele também não tem nenhuma reserva emocional: perdeu a proteção e a segurança da infância. Não caminha mais de mãos dadas com os pais, não recebe colo, não cura as discussões com abraços, não se desculpa com beijo. Não acontecerá o contato da pele para reaver os vínculos.

É somente cobrado sem os prêmios do afeto e do conforto de quando era pequeno. No fundo, encontra-se sozinho pela primeira vez no mundo. Pretende se mostrar independente, porém é carente e sedento de reconhecimento.

O adolescente é órfão de suas perguntas e aflições. Tranca o quarto e chaveia o coração.

Ele merece um cuidado especial. Não se abrirá com facilidade. Não comunicará o seu sofrimento.

O costume é engolir o pedido de socorro. Talvez tente emplacar uma conversa séria uma única vez, mas, se fracassar, não voltará a tocar no assunto. Mergulhará de novo para a educação fingida e respostas monossilábicas.

O adolescente não dá segunda chance para a confissão. Ou os pais e educadores permanecem atentos aos sinais ou ele irá explodir secretamente contra si ou contra todos.

A recuperação exige a confiança rarefeita do desabafo.

Porque a dor, quando guardada, aumenta. Já a dor, quando partilhada, diminui – quem consegue falar descobre que a sua dor não é exclusiva e que muitos sofrem parecido.

Bullying destrói personalidades fortes, desmancha temperamentos firmes. Sua maior maldade é transformar a ferida em alegria, as privações em palhaçadas.

As risadas machucam. Apanha-se de risadas. Pessoas se divertem às custas do constrangimento de alguém. De sinônimo do bem, a gargalhada é convertida em veneno.

O que nos resta a fazer é mudar o nosso entendimento de coragem.

Coragem não é sofrer sozinho, é pedir ajuda.

A execrável obsessão da imprensa em provar que Reynaldo Gianecchini é gay


Por Jeff Benício

Autor da Teoria dos Ídolos, que coloca o homem como um plagiador de comportamentos alheios, o filósofo inglês Francis Bacon escreveu: “a fama é como um rio, que mantém à superfície as coisas leves e infladas, e arrasta para o fundo as coisas pesadas e sólidas”.

Pois foi em águas agitadas – as da badaladíssima Ibiza, na Espanha – que Reynaldo Gianecchini viveu seu momento ‘Daniella Cicarelli’: alguém fez fotos de um suposto flagra do ator na companhia de um rapaz.

Alguns sites imediatamente insinuaram um beijo na boca que não se vê e uma relação homoafetiva. As fotos (e a fofoca) correram pelas redes sociais mais rápido do que as ondas mediterrâneas.

Pela enésima vez a sexualidade de Gianecchini suscita boatos, especulações e julgamentos morais. Estamos mesmo em 2017?

Desde a estreia na TV como coprotagonista de ‘Laços de Família’, no ano 2000, o ator sofre a chamada invasão de privacidade. Há uma obsessão jornalística em provar que ele é gay. Aliás, o jornalismo ainda existe?

A questão é: parte da imprensa que cobre o mundo da televisão e dos famosos não aceita que ele seja ‘apenas’ hétero.

Outra parte vai além: acha que o galã tem obrigação de revelar hipotética bissexualidade ou homossexualidade. A Santa Inquisição acabou mesmo? Certeza?

Truman Capote e Gore Vidal, se estivessem vivos, bocejariam de tédio com a curiosidade pública em relação a quem Gianecchini leva para o mar – e para a cama.

Os dois gênios da escrita, gays assumidos, foram exímios cronistas do lado mesquinho da sociedade americana e, por reflexo, do mundo ocidental.

De acordo com ambos, adoramos bisbilhotar a intimidade alheia – uns para se excitar, outros para demonizá-la com discurso conservador – enquanto fazemos o impossível para manter em segredo nossas fantasias, fetiches e perversões.

E há os que desejam a desmoralização de celebridades como Gianecchini por inveja primitiva do que elas representam: fama, sucesso, beleza, sensualidade, riqueza, glamour, status, aprovação social, autoestima…

Tanta positividade esfregada na nossa cara merece ser castigada, pensam os haters. E dá-lhe expurgação de complexos, traumas e/ou desejos enrustidos por meio de xingamentos previsíveis e textões raivosos.

Flagrada com um namorado no mar de Cádiz, na Espanha, em 2006, Daniella Cicarelli conheceu na prática o machismo, a misoginia e a crueldade coletiva ao ser massacrada por um ato que só dizia respeito a ela.

Agora Gianecchini passa pelo mesmo constrangimento: a vida superexposta, avaliada e sentenciada ao gosto do freguês – quanto pior, melhor, é óbvio. O sadismo pulsa à flor da pele.

Nos tumblrs da vida uma frase popular resume a ópera-bufa: “Hipocrisia é falar mal de quem faz tudo aquilo que você sempre quis fazer, mas tem medo”.

Capote e Vidal estavam certos: somos humanamente deploráveis.

História do futebol pernambucano de luto com a morte do pesquisador Carlos Celso

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Por Marcelo Cavalcante, do Blog Arquibancada

Faleceu na noite do sábado, um dos mais apaixonados torcedores do futebol pernambucano. Carlos Celso Cordeiro não resistiu ao tratamento de quimioterapia que estava se submetendo para tratar de uma leucemia. Debilitado, foi vítima de uma infecção respiratória e morreu na noite do sábado, aos 72 anos. Carlos Celso era o principal responsável pela memória do futebol pernambucano. Um pesquisador incansável, que estava quase que diariamente no arquivo público, na rua do Imperador, buscando dados sobre o futebol pernambucano. A poeira daqueles velhos jornais era seu combustível para amar cada vez mais a história do esporte. O corpo foi cremado, nesta tarde, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista.

Carlos Celso havia publicado inumeros livros sobre sobre o futebol pernambucano e seus personagens. Era uma devoção para ele. Muitos desses livros foram bancados do próprio bolso. Fazia por amor a causa. Recentemente, estava debruçado no novo projeto: a história do Clássico das Multidões.

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Tive a honra de ser convidado para fazer um dos textos de apresentação da obra. Foi a última vez que nos falamos. Liguei para tirar uma dúvida sobre um dos jogos históricos entre Sport x Santa Cruz e, ele com a presteza de sempre, se colocou à disposição para fazer a pesquisa. Foi quando me informou da doença. Falou de forma tranquila e consciente de que o caso era grave.

O futebol pernambucano perde muito com a morte de Carlos Celso. Seu trabalho de resgatar a história era algo sempre mereceu respeito e admiração. E para nós jornalistas era algo espetacular. Principalmente porque Carlos Celso era um fidalgo. Prestativo até a máxima potência. Estava sempre disposto a ajudar, repassando informações preciosas para enriquecer os textos históricos dos jornais. Até ligava para saber se existia alguma dúvida.

Carlos Celso não foi jogador profissional e nem defendeu o clube que amava dentro de campo. Era, na verdade, um craque das letras. Sabia a história do futebol pernambucano de cor e salteado. E tinha a preocupação de não apenas preservar a história, mas principalmente de propaga-la.

Descanse em paz, Carlos Celso. E saiba que vai fazer muita falta.

Foto: Roberto Vieira

Lembranças recifenses

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Por Fernando Antônio Gonçalves

Na semana passada, saboreando, no Mercado da Encruzilhada, um bolinho de bacalhau com o Epitácio Gueiros, cidadania e espiritualidade imbricadas numa personalidade admirada por amigos e admiradores, o assunto foi o Recife nos anos 70. E num ping-pong, a memória oferecendo de pronto recordações saborosas, destiladas foram as atividades desenvolvidas na capital, anotadas num pedaço de papel tomado de empréstimo de barraca próxima.

Para os que apreciam imagens de ontens, eis uma lista que provoca saudades: admirar chegadas e partidas de aeronaves na mureta do Aeroporto dos Guararapes. Adquirir discos LPs na “A Modinha” e depois na “Aky Discos”. Experimentar roupas na Don Juan, os sapatos chiques (apelidados de “cavalo de aço”) na Motinha. Saborear um geladíssimo chopp no Mustang, bem pertinho da Mesbla. Se empaturrar com o filé “parmé” da Cantinha Star, principalmente nas madrugadas, quando do retorno da rapaziada das “entradas e saídas” na Vigário Tenório. Futebol era narrado pelo Ivan Lima, na PRA8, Rádio Clube de Pernambuco, os comentários imperdíveis ouvidos do Barbosa Filho, na Rádio Jornal do Commercio.

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Nossas parentas mais velhas eram viciadas no Programa das Vovozinha, do Alcides Teixeiras. Nos finais de semana, “Noite de Black-Tie” e “Você Faz o Show” eram programas de televisão ao vivo, imperdíveis. Na ilha Joana Bezerra, milhares aplaudiram o papa João Paulo II, que chamou Dom Hélder Câmara de “irmão dos pobres e meu irmão”. E Lolita, aquele que proclamava, com os olhos revirados e o corpo em rebolações múltiplas, que “quem não conhece Lolita, não conhece o Recife”.

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E a Rainha da Inglaterra, a Elizabeth, desfilando na Av.Boa Viagem, suando mais que calunga de caminhão. Nas quadras do Salesiano, Nóbrega e Marista, os jogos estudantis pegavam fogo e as meninas do IEP decifravam a sigra de frente para trás e de trás para a frente: Isto é Peito, Pegar é Impossível. Natação e Atletismo eram pontificados no Clube Português e do Derby, as meninas usando maiôs “engana-papai” e “engana-mamãe”. Na Bar do Derby, os “baurus” eram disputadíssimos, garçons de um lado para o outro, às vezes perseguindo sabidinhos que buscavam escapulir sem pagar. O peixe-boi da Praça do Derby e os jacarés do Parque Treze de Maio eram visitados por crianças e adultos. No Geraldão, um ginásio de esportes hoje superado, o “Holiday on Ice” assombrou, sem falar no sucesso espetacular de Ray Conniff e Bat Masterson, no Clube Português.

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No cinema Moderno, aplaudimos “Aeroporto 77” e “Tubarão”, com espetaculares efeitos sonoros. E o campeonato pernambucano tinha o Ferroviário, o Santo Amaro (Vovozinha), o Íbis e o América, que possuía uma sede muito frequentada na Estrada do Arraial. E, quando os trocados sobravam, tomávamos muito guaraná Fratelli Vitta e laranjada Cliper no restaurante Veleiro, em Boa Viagem. E a cerveja tinha que ser Antárctica, a de Olinda, que tinha escrito na tampa Av. Presidente Kennedy, 4.400.E as aguardentes Pitu e Serra Grande eram engarrafadas em cascos branco, verde e depois âmbar”. A fábrica da Coca-Cola era bem pertinho do Parque da Jaqueira, enquanto a Fratelli Vita ficava defronte da Igreja da Soledade.

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Entre os hábitos da juventude, jogar boliche no Boa Boliche, na Av. Barão de Souza Leão; ou construir uma bomba de cano de PVC para jogar água no carnaval. Brincar Carnaval no corso, na Rua da Concórdia e na Conde da Boa Vista, num jipe sem capota ou num Galaxy sem portas, à noite complementando a folia no Clube Internacional ou Clube Português. E mais: tomar banho de mar em Boa Viagem (sem tubarão) com boia feita de câmara-de-ar de caminhão, no posto 4. Aos sábados, 10 horas, Sessão Bossa Jovem no Cinema São Luiz ou no Cinema Veneza.

Havia festas que se chamavam “assustados”, acontecidas nas garagens das casas, com luz negra e estopa de polimento nas paredes, pra dar efeito “especial”, ouvindo “Yellow River”,”Mandy” ou Elas por Elas Internacional. A única bebida alcoólica na época era rum-com-coca (Cuba Libre). Nas tardes ensolaradas, tomar sorvete na Fri-Sabor (perto do Colégio Salesiano), ou no Gemba, mais tradicional.

Comer “chocolate peixinho” da Renda Priori, embrulhado em papel dourado, prateado, vermelho, bala Gasosa, Nego Bom e Torrone, satisfaziam os mais gulosos. Fumar Du Morrier, o cigarro do Kojak, para quem desejava impressionar as colegiais. E tomar Coca-Cola em garrafinhas pequenas, do mesmo tamanho do Guaraná Caçula (Antarctica), Clipper ou Grapette e Mirinda. Fazer pic-nic aos domingos, no Horto de Dois Irmãos, divertir-se nos brinquedos da FECIN (nossa Disneyworld) e escorregar no tobogã da rua da Aurora. Passear na lancha da CTU, no rio Capibaribe, ou frequentar os bares e/ou boates em Olinda, onde o Samburá, o Zé Pequeno, o Eu e Tu e ainda o Las Vegas eram os preferidos. Quem estudou na UFPE conheceu o Bar da Tripa, próximo à Escola de Engenharia.

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Outros programas: assistir ao desfile de 7 de Setembro, na Conde da Boa Vista, dançar forró na Casa de Festejos da Torre, lanchar na Karblen da rua do Sossego ou na Casa Matos da rua Nova ou na lanchonete do 1º andar da Mesbla. Frequentar a Feirinha da Praça do Entroncamento, os bares Cravo e Canela, Acochadinho (Olinda), Fundo do Poço, Senzala, Água de Beber, Chaplin, Bar do Ninho, também em Olinda, e o “Depois do Escuro” na Torre, Pirata e Olho Nú em Casa Forte (onde se apresentava a Bandinha de Pau e Corda) e O Som da Terra no Talude (BR 101).

Imperdível, o Baile dos Artistas no Batutas de São José onde todo mundo se gostava e o problema maior era quando uma briga se estabelecia, dada a gigantesca dificuldade de se escafeder por uma escadinha pra lá de estreita.

Quem viveu alguma das situações acima, não deve se preocupar com a Terceira Idade. É um felizardo, pois viveu o Recife como ninguém pode vivenciar mais !!!

Crônica publicada em 03.09.2012 no Jornal da Besta Fubana

Bonaparte responde reclamação de leitor

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O Restaurante Bonaparte, através de sua Coordenação de Franquias, respondeu à reclamação do leitor Gabriel Lima, publicada na coluna “Botando pra Torar”, no último dia 15. Segundo o leitor, atendido na unidade do Shopping RioMar, a caixa do estabelecimento não deu desconto por o prato escolhido por ele estar incompleto, mas queria cobrar a mais, pela substituição do molho que estava em falta.

Abaixo, a resposta do restaurante.

“Prezado Gabriel, bom dia!

Primeiramente queremos agradecer o envio do e-mail reclamatório a nossa Central do Grupo Bonaparte referente ao Bonaparte Shopping Rio Mar – PE. São clientes como o senhor que nos dão Feedback das nossas lojas contribuindo para o nosso crescimento. Realmente a prática exercida nesse fato não corresponde ao nosso padrão, prezamos pela qualidade de atendimento e alimento em toda nossa rede. Já entramos em contato com o franqueado, para que possa tomar as devidas providências e nossos superiores também estarão averiguando o ocorrido. 

Deixo esse canal de comunicação aberto. Sempre a disposição!

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Relembre o caso:
Falta fidelização ao cliente no Bonaparte do Shopping RioMar

No rodízio do Boizzão da Av. Caxangá, cliente passa 40 minutos sem ver ‘a cor da carne’

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Por Cecília Lima

O que tinha tudo para ser uma sexta-feira tranquila, aproveitando a noite para conhecer um restaurante que ainda não havia ido, transformou-se em frustração no momento que escolhi o Boizzão Churrascaria, localizado na Avenida Caxangá, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife.

Cheguei por volta das 21h. A casa estava cheia. havia uma confraternização no salão que fora dividido em dois. No lado de lá (evento), um DJ tocava funk no último volume. No lado de cá, clientes tentavam conversar falando alto, pois o som da música (de péssimo gosto) os impedia de falar num tom mais moderado.  O barulho era insuportável.

De pronto, estranhei o fato de não ter ninguém à porta para receber os clientes. Fui entrando, até que um senhor perguntou para quantas pessoas seria a mesa. Como éramos um casal, ele nos conduziu a uma mesa para dois.

Logo apareceu um garçom, para saber se o rodízio era de carne ou de pizza, e tomar nota do pedido de bebidas, que chegaram em seguida.

Feito isso, começamos a esperar as carnes em nossa mesa. Mas, por incrível que pareça, após 40 minutos, sem ver ‘a cor de uma carne’, chamamos o gerente, fizemos a reclamação e pedimos a conta (dos dois refrigerantes).

Pensamos que ele ia pedir desculpas pelo ocorrido e tentar solucionar o problema, mas não o fez. Informou apenas que cada refrigerante em lata custava R$ 6,90 (pasmem!) e que a conta teria dado R$ 13,80.

Pagamos e fomos embora, na certeza de que, naquele local, nunca mais voltaremos.