Restaurantes de Fernando de Noronha ganham selo de qualificação sanitária

Por Ana Clara Marinho, do Blog Viver Noronha

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e a Administração de Fernando de Noronha derem início na última quinta-feira (27/04), a aplicação dos selos que indicam a qualificação dos estabelecimentos que trabalham com alimentação na ilha.

O primeiro selo foi colocado no Restaurante Flamboyant, que recebeu a categoria A, zero pontos, isso quer dizer que não tem nenhuma pendência.

“Esse restaurante foi o primeiro que visitamos no ano passado e na época foi considerado um dos piores. A cozinha precisava de mudanças de na estrutura física, manipulação e higiene. Os proprietários reconheceram que não tinha outra coisa a fazer a não ser recomeçar tudo. É um caso típico da eficácia do Programa de Contingência para Vigilância”, conto o diretor da Apevisa, Jaime Brito.

O Restaurante Flamboyant recebeu as determinações da Vigilância Sanitária e fechou as portas por três meses para reforma. Foram adquiridos novos equipamentos, implantadas melhorias, foram investidos cerca de 100 mil reais. “O proprietário preferiu comprar tudo novo, geladeira freezers, mudou toda cozinha. É excelente trabalhar num restaurante categoria A”, falou a gerente do restaurante, Rosângela Silva, que revelou também que o estabelecimento serve cerca de 150 refeições por dia.

A equipe também esteve na Pousada Zé Maria, que tem um restaurante movimentado. Além de atender os hóspedes, o estabelecimento está aberto para os moradores e os turistas de outras pousadas e ainda promove duas vezes por semana um Festival Gastronômico, quando recebe mais de 120 clientes. O local conquistou o selo A, sem pendências.

“A parceria foi firmada, ganha o morador, ganha a sociedade, ganha o turista que frequenta os bares e restaurantes de Fernando de Noronha. Dentro de seis meses vamos ver quem deu os maiores saltos. Podemos premiar de alguma forma, quem sabe um troféu”, propôs o administrador da ilha, Luís Eduardo Antunes.

Portal da Picanha responde reclamação de leitora

Em resposta à reclamação da leitora Carla Santina, neste blog, a Administração do Restaurante Portal da Picanha esclarece que respeita todos os seus clientes, pois eles são o nosso bem mais precioso. O estabelecimento comercial sempre prezou por atender de melhor maneira os seus clientes, servindo-lhes produtos de qualidade e cumprindo o que estabelece a legislação vigente, em especial o que estabelece o Direito do Consumidor.

Desta forma, informamos que já entramos em contato com a reclamante e esclarecemos todo o mal entendido, inclusive pedindo-lhe desculpas pelo fato ocorrido e devolvendo os valores dos pedidos por ela efetuados. Finalizando, informamos que adotamos todas as medidas para que tais fatos não tornem a acontecer.

Relembre o caso
Gato por lebre no Portal da Picanha, no Rosarinho

Gato por lebre no Portal da Picanha, no Rosarinho

Considerando que um filhote de gato persa com pedigree custa até R$ 2 mil, enquanto a venda de uma lebre reprodutora, regulada pelo Ibama, não rende um décimo disso, pode-se dizer que o ditado está errado. Mas ele surgiu na Espanha medieval, onde a carne era escassa e a malandragem abundante.

O registro mais antigo do sentido clássico, ser ludibriado em uma transação, é de um livro de 1611, Tesoro de la Lengua, do espanhol Sebastián de Covarrubias. Relatos dessa época mostram que pedir uma carne e ser servido com um prato pior era uma preocupação constante dos viajantes. (Aliás, gato e lebre, servidos decepados, são bem parecidos.)

Por aqui, em pleno século XXI, a malandragem ainda perdura em alguns estabelecimentos, como é o caso do Restaurante Portal da Picanha, no bairro do Rosarinho, Zona Norte do Recife, denunciado pela internauta Carla Santina.

Ela relata que nos dias 28/12/2016 e 01/01/2017 fez um pedido de um executivo de picanha, através do aplicativo IFood. Na descrição de ambos, a carne viria acompanhada de 01 porção de arroz branco, 01 porção de batatas fritas e 01 porção de feijão verde.

Ao receber o pedido no primeiro dia, observou que a porção de feijão verde fora trocada por uma de feijão macassar. Estranhou, mas achou que poderia ter havido um mero engano na preparação da embalagem. Porém da segunda vez, resolveu reclamar ao gerente do estabelecimento, mas a resposta que teve foi irônica: -“A gente coloca feijão macassar mesmo, ao invés do verde, como anunciamos. Nem se quer feijão verde temos na casa”.

Indignada, a internauta fez uma reclamação na time line da fan page do restaurante no Facebook, mas a publicação foi apagada. E por fim, pediu providências ao proprietário da casa, por se tratar de um crime contra a legislação consumerista.

O caso também foi denunciado ao IFood e aos órgãos de proteção ao consumidor.

Por que salada em pacote aumenta o risco de intoxicação alimentar?

salada

Ovo e peixe crus, quando contaminados, possuem quantidades altas de salmonela, uma bactéria conhecida por causar intoxicação alimentar. Geralmente, nos restaurantes, o grande receio é em relação a esses ingredientes. Agora, uma nova pesquisa aponta um outro alimento que deve entrar no radar: a salada vendida em pacote. De acordo com o estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, os sucos liberados a partir dos cortes das folhas de salada permitem que a salmonela cresça na água — mesmo quando refrigerada. O resultado surpreendeu os cientistas, já que a bactéria tem uma temperatura preferencial de proliferação de 37 graus Celsius.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram o suco de folhas cortadas de alface, espinafre e rúcula, geralmente vendidas em pacotes nas gôndolas dos supermercados. Após a refrigeração por cinco dias — um tempo de armazenamento típico desse tipo de produto –, a quantidade de salmonela havia se multiplicado em 2 400 vezes.

Os cientistas perceberam também que o suco colaborou para que a salmonela impregnasse nas folhas de salada. Mesmo após lavar a salada em água corrente, as folhas ainda não eram seguras para consumo. O suco também contaminou os sacos de plástico e os recipientes utilizados para armazenar a salada.

Os pesquisadores ressaltaram que os resultados não devem desencorajar o consumo desse tipo de salada. O alerta é para redobrar o cuidado. Eles indicam ainda que os consumidores evitem comprar pacotes com folhas mistas, que tenham sucos visíveis. Além disso, sugerem que o alimento seja sempre armazenado na geladeira e que a salada seja consumida o mais rápido possível depois de aberta.

Da Veja

Coca-Cola com novos sabores: baunilha e cereja nas latas

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Por Paula Brasileiro

A Coca-Cola traz para o Brasil dois novos sabores do seu portfólio mundial: Vanilla (baunilha) e Cherry (cereja). As novidades estarão disponíveis no mercado brasileiro a partir desta semana em latas sleek de 310 ml. Esta será uma edição limitada da marca de refrigerantes.

Para o vice-presidente de marketing da Coca-Cola Brasil, Javier Rodriguez, a empresa costuma investir em inovação, seja de produtos, tipos e tamanhos de embalagens, para se manter relevante entre seus clientes. Recentemente, a marca lançou uma versão do refrigerante adoçado com Stevia, um adoçante de origem natural. Esta versão promete agradar aqueles que não descuidam do corpo.

Já os sabores Vanilla e Cherry pretendem agradar o público oferecendo uma nova experiência gustativa.

Portal do Derby fechas as portas

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Por Kercio Chuang

Sucumbe mais um estabelecimento comercial diante da crise no Brasil que parece não ter fim.

O Portal do Derby abriu suas portas há 14 anos e empregava 110 funcionários, hoje ao fechar suas portas, com menos da metade de funcionários que tinha antes, 40 empregados entrarão nas estatísticas de desemprego. Era uma opção de lazer da Zona Norte do Recife onde trazia mais vida àquela região do Derby, além de dar oportunidade de trabalho para várias pessoas, principalmente do interior do Estado. Não era assim que o Portal queria terminar, lutou para seguir até onde pôde, porém, com essa política, corrupção, burocracia, legislação que estrangula o empresário, não conseguiu aguentar e a tendencia é que cada vez mais empresas fechem suas portas, cenário fácil de perceber nas ruas do Recife.

É revoltante ver uma luta entre direita e esquerda onde a grande maioria são corruptos e onde o principal problema está nesse sistema apodrecido de governo.

Nesse país ninguém governa pelo bem do povo e progresso da nação e sim pela manutenção do poder e da oportunidade de fazer muito dinheiro fácil ilicitamente.

A realidade da crise bateu a porta, ou pior, fechou o Portal.

Pizza Hut nos preparativos finais para voltar ao Recife

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Por Gabriel Diniz

Os amantes da boa pizza estão contando as horas para a volta da Pizza Hut à cidade. As obras da unidade que funcionará na Avenida Conselheiro Aguiar ao lado da Citibank e em frente à Galeria João Roma, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, estão a todo vapor.

A rede de pizzarias também abrirá uma nova unidade no Shopping Recife, onde hoje funciona hoje a Pão Doce, na primeira Praça de Alimentação, mas mas as obras ainda não foram iniciadas.

A Pizza Hut deixou a cidade há cerca de seis anos.

Pizzaria Zuppe de volta à capital pernambucana

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Por Augusto Freitas, do DP

Nos anos 80 e 90 uma marca de pizza reinou no Recife e era a preferência de centenas de clientes em um mercado então pouco explorado. Quase duas décadas depois, a Zuppe, que tinha unidades na Rua do Futuro e na Zona Sul e cuja pizza era marcada pelo sabor no típico forno à lenha, está de volta.

A proposta na reabertura é outra, mas os novos sócios, o chef Liberato Pereira e o diretor de franchising Tancrêdo Menezes, prometem que o retorno será digno da tradição da Zuppe. As pizzas continuarão no cardápio, mas corresponderão a apenas 10% das opções de refeições. A dupla investiu R$ 2,4 milhões na recém-inaugurada unidade, localizada na Praça do Entroncamento (em um prédio onde funcionou antigos comitês de campanhas políticas e também a Casa Guido, entre duas farmácias de manipulação e o banco Itaú), com 440 metros quadrados. São 38 empregos diretos gerados e mais de 50 indiretos.

“Pela força, achamos interessante investir em uma marca que sempre esteve viva na memória do Recife. Compramos os direitos dos antigos donos, repaginamos a logomarca e agora estamos oficialmente funcionando”, explicou Tancrêdo Menezes. Sobre o novo formato, o chef Liberato Pereira, que no currículo possui mais de 30 anos em São Paulo trabalhando em restaurantes conhecidos, como La Tamboullie e Gero, e nos grupos Leopoldo e Fasano, além da parceria com chefs como Erick Jacquin, Silvio Lancellotti e Gia Carlo Bolla, explica o retorno. “As pizzas correspondem a apenas 10% do cardápio porque a Zuppe volta com um novo conceito gastronômico, de cozinha clássica italiana com um toque contemporâneo. Até mesmo as pizzas terão sabores diferenciados, requintados”, atesta.

No Recife, assim como no estado de Pernambuco, o mercado de pizzarias é bastante concorrido. Dados da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), apontam um total de 166 pizzarias “abertas e ativas” somente no Recife. Mas por uma tabela enviada pela própria Junta (com endereços de pizzarias, e considerando que muitos estabelecimentos atuam ainda sem regularização, além das micro e pequenas empresas), a lista é bem maior. Vale lembrar, ainda, que a Jucepe destacou no rol de estabelecimentos empresas que no objeto social do contrato tem a palavra “pizzaria”, podendo incluir pizzarias e também restaurantes e lanchonetes que servem pizzas.

Neste contexto da Jucepe, em virtude dessas considerações dos dados, a Zona Norte da capital pernambucana concentra um número de 169 estabelecimentos, contra 43 na Zona Sul, 44 na Zona Oeste e 22 no Centro, totalizando 278 estabelecimentos comerciais. No entanto, quando a questão envolve as franquias o cenário muda. De acordo com Leonardo Lamartine, diretor-regional da Associação Brasileira de Franchising (ABF) na Região Nordeste, cerca de 100 marcas de pizzas atuam, hoje, em Pernambuco. O mercado, segundo ele, está bastante saturado.

Onde se come mais pizza no Recife?

Sendo assim, é possível afirmar onde se come mais pizzas no Recife? “Cerca de 90% das vendas hoje no mercado de pizzas é fruto do delivery, que é superior às lojas físicas. Pernambuco é líder no número de franquias no Nordeste. Não dá para dizer onde se come mais pizzas no Recife, embora a Zona Sul talvez se sobressaia um pouco no consumo”, pontuou Lamartine. Segundo a ABF, Pernambuco cresceu 5,8% entre os anos de 2014 e 2015 quanto ao faturamento de “bares, restaurantes, padarias e pizzarias”, saltando de R$ 845 milhões para R$ 894 milhões. “O mercado cresce por que pizzas fazem parte do cardápio de refeições das pessoas, mas para implantar uma pizzaria o valor de vendas tem que ser viável para sustentar o negócio”, destaca Lamartine.

É neste contexto, inclusive, que a Zuppe em sua volta ao mercado está focando: franquias. Segundo Tancrêdo Menezes, a nova unidade terá um centro de treinamento específico para quem deseja se tornar um franqueador da marca. “A abertura da unidade também servirá de piloto para definirmos a expansão através de franquias. Nos próximos dois anos, também vamos focar em shoppings centers, mas fora de praças de alimentação”, ressaltou. Segundo ele, há três opções de franquias: a la carte, com espaço entre 300 e 400 metros quadrados e investimento de R$ 700 mil a R$ 800 mil, outro com dimensões entre 100 e 150 metros quadrados (incluindo delivery) e recursos de R$ 400 mil a R$ 500 mil, e mais uma, com 90 metros quadrados a partir de R$ 30 mil.

Para Valter Jarocki, diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE), a tendência é de crescimento do setor de pizzarias no estado nos próximos anos. A associação possui apenas 30 estabelecimentos associados, um número bem abaixo do total de estabelecimentos sugeridos pelo órgão na Região Metropolitana do Recife (RMR), de cerca de 5,2 mil no setor específico de alimentação (confira mapa interativo).

“O setor de um modo geral, incluindo as franquias, cresce a cada ano por que pizza é um produto forte no cardápio. Não temos pesquisa apontando onde se come mais pizzas no Recife, até por que teríamos de filtrar os estabelecimentos comerciais e as lojas delivery. Mas é um produto com amplo crescimento no consumo, tanto que redes internacionais chegaram com muita força e outras novas estão voltando”, completou.

Foto: Augusto Freitas/DP

O “Reino” é do queijo

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Por Fernando Rodrigues

O Queijo do Reino é com certeza o primeiro produto lácteo brasileiro que se confunde com os primórdios da industrialização profissional de laticínios do país. A cronologia da produção de leite no Brasil é bastante simples e se inicia praticamente no inicio da colonização, após o descobrimento e se intensifica no ciclo da mineração os quais há registros da introdução do queijo “mineiro”, uma adaptação dos queijos produzidos na região da Serra da Estrela, Portugal. O queijo de Minas consolida-se aos passos e caminhos da estrada real, percurso que ligava os portos do Rio de Janeiro às terras ricas das minas gerais, a partir da descoberta das minas de Ouro Preto e mais adiante das Minas do Ouro do Sêrro Frio e Tucambira, mais tarde Arraial do Ribeirão das Lavras Velhas, declarada em 1729 oficialmente Arraial do Tejuco, Comarca do Sêrro do Frio, futura Diamantina.

Na segunda metade do século XIX, o gado Holandês é introduzido na raiz da serra da Mantiqueira, atual região que engloba municipios como Antônio Carlos, Barbacena, Santos Dumont, Bias Fortes, utilizando o vocabulário atual, pelo empreendedor português, Carlos Pereira de Sá Fortes.

O Queijo do Reino surge originário do holandês Edam introduzido pelo mestre queijeiro Alberto Boeke, um holandês que vislumbrou a região da Mantiqueira como uma região propicia para produção de queijos. Boecke associou-se a Sá Fortes resultando em 1888, na primeira fábrica de laticínios do Brasil, a Companhia de Laticínios da Mantiqueira, com equipamentos importados da Holanda e introduzidos pelos ilustríssimos mestres queijeiros Gaspar Jong, João Kingma e J. Etienne, os quais ficam raízes definitivas no Brasil. A origem da expressão “do Reino” era corriqueira e atribuída aos produtos oriundos de Portugal, via de importação de grande parte do que se consumia no país. O tradicional processo de embalagens em latas de folhas de flandres atribui-se ao fato de que os queijos viriam para o Brasil em porões de navios e, portanto, a embalagem na lata os protegeria durante o longo percurso de travessia do Atlântico.

Até pouco tempo, nos tempos atuais, os métodos de produção continuavam intocáveis, com a utilização de “soro fermento”, princípio ativo da fermentação lática e formação das características (atribuídas a cepas nativas) somadas ao processo de maturação em temperatura ambiente (20 a 22ºC), por um período de até 90 dias. Atualmente devido a um maior cuidado na produção de alimentos, visando principalmente a segurança alimentar, inúmeros ajustes e adequações tiveram que serem implementados, provavelmente descaracterizando um pouco o tradicional Queijo do Reino. Com certeza é na região do começo das Vertentes com a Zona da Mata Sul em Minas Gerais, onde se elabora o Queijo do Reino.