Restaurantes de Fernando de Noronha ganham selo de qualificação sanitária

Por Ana Clara Marinho, do Blog Viver Noronha

A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e a Administração de Fernando de Noronha derem início na última quinta-feira (27/04), a aplicação dos selos que indicam a qualificação dos estabelecimentos que trabalham com alimentação na ilha.

O primeiro selo foi colocado no Restaurante Flamboyant, que recebeu a categoria A, zero pontos, isso quer dizer que não tem nenhuma pendência.

“Esse restaurante foi o primeiro que visitamos no ano passado e na época foi considerado um dos piores. A cozinha precisava de mudanças de na estrutura física, manipulação e higiene. Os proprietários reconheceram que não tinha outra coisa a fazer a não ser recomeçar tudo. É um caso típico da eficácia do Programa de Contingência para Vigilância”, conto o diretor da Apevisa, Jaime Brito.

O Restaurante Flamboyant recebeu as determinações da Vigilância Sanitária e fechou as portas por três meses para reforma. Foram adquiridos novos equipamentos, implantadas melhorias, foram investidos cerca de 100 mil reais. “O proprietário preferiu comprar tudo novo, geladeira freezers, mudou toda cozinha. É excelente trabalhar num restaurante categoria A”, falou a gerente do restaurante, Rosângela Silva, que revelou também que o estabelecimento serve cerca de 150 refeições por dia.

A equipe também esteve na Pousada Zé Maria, que tem um restaurante movimentado. Além de atender os hóspedes, o estabelecimento está aberto para os moradores e os turistas de outras pousadas e ainda promove duas vezes por semana um Festival Gastronômico, quando recebe mais de 120 clientes. O local conquistou o selo A, sem pendências.

“A parceria foi firmada, ganha o morador, ganha a sociedade, ganha o turista que frequenta os bares e restaurantes de Fernando de Noronha. Dentro de seis meses vamos ver quem deu os maiores saltos. Podemos premiar de alguma forma, quem sabe um troféu”, propôs o administrador da ilha, Luís Eduardo Antunes.

Dormir 9h por noite pode mudar sua saúde pra sempre

Por Geiza Martins

Foi Gwyneth Paltrow quem levantou a bola do sono clean. Em uma matéria para o jornal britânico “Daily Mail”, ela escreveu que, mais importante do que dormir de seis a oito horas, a qualidade do sono desempenha um papel poderoso na regulação do apetite e dos níveis de energia. E esse sim deveria ser a principal prioridade na vida das pessoas, antes mesmo da dieta.

“Um sono de má qualidade pode perturbar o metabolismo e os hormônios, o que pode levar ao ganho de peso, mau humor, memória ruim e confusão mental, bem como condições de saúde preocupantes, como inflamação e baixa imunidade (o que pode aumentar o risco de doença crônica)”, escreveu a atriz.

“Mas quem é Gwyneth para falar sobre sono?”, você pode estar se perguntando. Na verdade, a superblonde é adepta dessa “trend”, mas diz não ser uma especialista no assunto. As informações que ela repassou são do especialista em nutrição Frank Lipman.

Ora, mas o que é isso de “clean”?

O sono “limpo” poder ser uma fórmula para envelhecer saudável, ter pele e cabelo brilhantes e manter a silhueta. Sim, noites bem dormidas ajudam a você ficar divina e manter o corpo em dia. Tudo isso porque é durante a noite que nosso corpo se desintoxica e se recupera.

De acordo com Pedro Assed, mestre em endocrinologia e pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares -GOTA-PUC-Rio-IEDE, o sono clean é uma expressão para designar o sono profundo. “É o sono reparador, sem uso de medicamentos artificiais que aprofundem ou interfiram na qualidade do sono”, explica. Tal sono reparador tem uma duração média de 4 a 6 horas por noite. Mas para conseguir chegar na “profundidade” dele, o aconselhado é dormir por até 9 horas por dia.

Se não chegarmos no profundo…

Você já deve ter percebido que, após uma noite mal dormida, acordamos meio zumbis, sem concentração e, se observar bem, com mais fome. “Quando não dormimos bem é como se o organismo não desligasse, continuando a manter o metabolismo basal acelerado, sem deixar a pressão sanguínea cair e hormônios como o GH e o cortisol serem liberados durante a noite e no início da manhã respectivamente”, diz.

Daí, o que ocorre é: surgem pulsos hormonais que começam a obedecer um ritmo diferente. Na verdade, o ritmo circadiano [o ritmo interno do nosso organismo] é danificado. O resultado são alterações metabólicas que vão desde alterações no apetite até a alterações de humor e ansiedade. “Com isso, há alteração nos horários de refeições e faz com que o apetite esteja aumentado no dia seguinte”, explica.

E sabe o que é pior? Dados recentes da Sociedade Brasileira de Sono revelam que 43% dos brasileiros não dormem bem e apresentam sinais de cansaço no decorrer do dia. Nossa média de sono é 7h36, abaixo do ideal de 8h a 9h. “Isso pode implicar e já está implicando no aumento do número de obesos no nosso País”, opina Pedro.

Como chegar lá

Pedro explica que o principal hormônio ligado ao sono é a melatonina. “É ela quem prepara o organismo para desacelerar e induzir sono”. Para esse hormônio ser secretado, é preciso estar em condições de escuridão. É daí que rola uma queda na temperatura corporal e da pressão arterial. “São fenômenos que acontecem na hora de relaxar para dormir”, comenta.

A dopamina, também chamada de molécula da motivação, é outro hormônio que quanto maior a produção melhor a sensação de bem-estar que vai induzir ao relaxamento e ao sono. Uma dieta rica em tirosina ajuda aumentar sua quantidade. Os alimentos com esse aminoácido são maçã, banana, cacau, amêndoa, chá verde, feijão, cúrcuma e melancia.

O guia da Gwyneth

A atriz não vai para cama sem usar meias aquecidas, o que pode ser uma beleza para quem é muito friorenta ou tem aqueles “pés de gelo”. Outro segredinho dela é usar fronhas de óxido de cobre. Você certamente já ouviu falar, são as fronhas rejuvenescedoras, como as da Illuminage. Com o uso contínuo delas, a marca garante que elas redução de rugas e linhas de expressão e prevenção de acne. Os primeiros resultados devem aparecer em 4 semanas. O preço delas é um pouquinho alto: R$ 439.

Além disso, Gwyneth ainda faz sessões de ioga nidra, que é também uma forma de meditação. Por fim, o especialista em nutrição da atriz, Frank Lipman, aconselha tomar algum suplemento de magnésio, que ajuda que é uma beleza a diminuir o estresse e a ansiedade e também regula a produção de melatonina.

O que prejudica?

E sabe o que prejudica esse processo? A atividade física intensa próxima ao horário de dormir, pois promove a secreção da noradrenalina que causa excitação.

No clean, também não pode remédios que induzem o sono. “O sono limpo é o natural, sem uso de medicamentos indutores ou que prolonguem ou aprofundem”, diz.

Não pode dormir demais

Por outro lado, ultrapassar as 9 horas de sono também tem o efeito negativo a nossa saúde. “Isso porque o individuo permanece em jejum, e pode ocorrer por isso maior catabolismo proteico com perda de massa muscular magra por conta disso”, diz Pedro. Há também uma maior chance de desenvolver hipoglicemias, além da probabilidade de pularmos refeições por conta do sono prolongado. Ou seja, 9h é o ideal, mas também é o limite, ok?

Radiografias odontológicas podem causar câncer de tireóide?

Quem está sempre ligado nas redes sociais deve ter visto um vídeo que andou circulando por aí associando os exames de mamografia e os odontológicos ao câncer de tireoide. Esse material, inclusive, citava o nome do popular e renomado médico Drauzio Varella como autor das informações. Correntes virtuais a parte, será que essas informações têm algum fundamento? Segundo nossas pesquisas, parece que não.

Para quem não viu, o vídeo afirma que os casos de câncer de tireoide estão aumentando por causa da radiação emanada durante esses tipos de exames e ainda critica muitos profissionais que não oferecem aos pacientes protetores de chumbo para a garganta, fator que colaboraria ainda mais para o aumento da doença.

Indignado com o uso indevido do seu nome, Drauzio Varella desmentiu a informação em seu site. “Nunca gravei nenhum programa afirmando que a mamografia causa câncer de tireoide. Esse tipo de afirmação confunde a população e é um desserviço”, disse o médico na sua página da internet.

Radiografias odontológicas

Intrigados, principalmente em relação aos exames odontológicos, procuramos José Luiz Cintra Junqueira, cirurgião-dentista, doutor em Radiologia e em Ortodontia e diretor geral da Faculdade São Leopoldo Mandic, para esclarecer nossas dúvidas. Sem rodeios, o especialista foi direto.

“As radiografias odontológicas não apresentam risco se forem usadas as ferramentas de radioproteção que médicos e dentistas conhecem e usam rotineiramente para auxiliar no radiodiagnóstico”, diz José Luiz.

No entanto, a especialista faz questão de destacar que essa polêmica nem deveria ser levada em conta uma vez que a radiação emanada nesses exames é muito pequena.

“Estudos mostraram que nunca foi comprovado cientificamente a relação entre o câncer de tireoide e radiologia odontológica pela simples razão de que os exames radiográficos odontológicos utilizam doses pequenas de radiação x. E os pacientes se submetem à radiação poucas vezes”, diz o especialista.

100 vezes menor

A Comissão Nacional de Mamografia divulgou uma nota em 2015 dizendo que os riscos de indução desse tipo de câncer depois de uma mamografia são insignificantes tratando-se de 1 caso detectado a cada 17 milhões de mulheres entre 40 e 80 anos.

Ainda segundo a nota, a dose de radiação que atinge a tireoide durante o exame é menor que 1% comparando-a com a dose que vai para a mama. No caso dos exames odontológicos a proporção é ainda menor. Para se ter uma ideia em números, a dose de radiação à qual o paciente é exposto em uma mamografia, que já vimos ser pequena, é mais de 100 vezes maior do que a dose em um raio-X odontológico.

A polêmica do colar de proteção

Segundo José Luiz, caso não seja oferecido os instrumentos de proteção adequados na hora do exame, o paciente deve exigi-los. “Devem ser exigidos o avental de chumbo e o colar de tireoide (proteção de pescoço) para radiografias intrabucais e extrabucais, além de observar se um dentista ou radiologista está responsável pelo exame”, diz o especialista.

A polêmica existe porque em alguns exames, esse colar de pescoço pode prejudicar os resultados. A própria Comissão Nacional de Mamografia não recomenda seu uso alegando que pode interferir no posicionamento da mama, reduzindo a qualidade da imagem, interferindo no diagnóstico e levando à necessidade de repetições de exames.

E não é só isso. Eles ainda alegam que, como há uma exposição insignificante à radiação de outros locais que não seja a mama, o protetor teria mais uma função psicológica do que preventiva.

José Luiz concorda em partes com a CNM. “Quando possível, recomendo usar o protetor, mas, em alguns exames ele realmente pode prejudicar o resultado. Caberá ao dentista especialista em radiologia decidir, porque se o foco da análise for próximo do pescoço, a imagem poderá ser prejudicada, sim”, diz o especialista.

Da Agência Beta

Por que o amor não conta cromossomos

Por Luciana Bettiol

Dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.

Mais interessante ainda que a origem da data, é a sua razão de existir. Afinal, por que comemorar uma síndrome?!

Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.

A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down (que bem podia chamar-se John Up, pra colaborar…!), e apesar de ainda estarmos em situação muito distante da ideal, nesse intervalo de 153 anos muitos foram os avanços no âmbito da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas. Basta você observar com os casos da síndrome aparentemente “aumentaram”. Mas não. É que antigamente as crianças ou adultos com a síndrome pouco saíam de casa, infelizmente….

Por falar nisso, essa participação social é uma das questões que a celebração dessa data, já em sua 10ª edição, visa destacar: a Síndrome de Down não é uma doença, e não impede, de maneira nenhuma, que o indivíduo tenha uma vida social normal (se é que esse termo ainda faz algum sentido). E, nessa questão, já se emenda uma outra, igualmente importante: a inclusão. Felizmente, hoje em dia, isso é lei, mas muitas pessoas ainda desconhecem: criança com Síndrome de Down (ou qualquer outra dificuldade de aprendizado) tem que ser matriculada em escola regular. Isso mesmo, junto com todas as outras crianças. Essa convivência é extremamente saudável para todos, e a conduta mais eficiente para o aprendizado pedagógico – que se torna um pouco mais demorado devido àquele terceiro cromossomo, mas acontece.

Essa data visa chamar a atenção especialmente das pessoas pouco informadas sobre as capacidades das pessoas com a Síndrome de Down. Elas possuem tantas outras características quanto os demais seres humanos, ou seja, a síndrome não as define. É muito importante que todos saibam (outra tarefa do 21/03) que cada pessoa com síndrome de Down também tem gostos específicos, personalidade própria e individual, habilidades e vocações distintas entre si. Portanto, devem ser evitados os “rótulos” provocados por expressões do tipo “Ah, como ‘os Downs” são carinhosos!” ou “Eles são todos tão teimosos, não?!”… Em respeito à individualidade de qualquer ser humano, esse tipo de generalização não deve ser aplicada a nenhum grupo, nem a este, por melhor que seja a intenção de quem o faz.

Obviamente o diagnóstico genético carrega consigo algumas especificidades, como, por exemplo, a cardiopatia (problemas no coração), presente em aproximadamente 50% dos casos; às vezes problemas de audição e/ou visão; atraso no desenvolvimento intelectual e da fala, dentre alguns outros. Mas são questões pontuais e de saúde, a serem detectadas e tratadas medica e terapeuticamente, de maneira que não definem qualquer prognóstico, ou seja, ninguém jamais pode prever até onde pode chegar o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down – assim como das demais pessoas. Elas devem ser estimuladas a terem sonhos e projetos, crescerem, estudarem e trabalharem como qualquer ser humano, e têm todo o direito de lutar pela sua total autonomia, sem que sua condição genética represente qualquer tipo de barreira. Ou existe alguém que não possui limitações?!

Na verdade, toda convivência saudável entre amigos e familiares, colegas e sociedade, de maneira atenta a todo tipo de diversidade, é sempre muito enriquecedora. O mesmo acontece quando você tem a oportunidade de conviver com uma pessoa com a Síndrome de Down. Olhe para ela, e não para a síndrome, e você vai descobrir um ser humano tão incrível quanto você.

Blog Toque Fit é nosso novo parceiro

Algumas pessoas compartilham um objetivo comum de possuírem uma melhor forma de viverem mais saudáveis. Todos os anos trazem, novas tendências de saúde e aptidão. É difícil prever o que tendências vão inspirar as pessoas a serem mais saudável a longo prazo.

Algumas tendências são apenas moda rápida, que você sair de moda tão rapidamente quanto eles chegam. Outras tendências para ficar por alguns anos, e alguns têm um efeito duradouro. O blog Toque Fit, de Maria Clara Leite e Maria Júlia M. Lima, que a partir de hoje passa a ser nosso parceiro, traz no Instagram um conteúdo de qualidade e que vai te ajudar a ficar por dentro das mais novas tendências para se ter uma vida saudável. Vale a pena conferir.

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Solange, de Aviões do Forró, cancela shows após diagnóstico de pneumonia

Por Luzia de Souza

A cantora Solange Almeida da Banda Aviões do Forró gravou um vídeo para tranquilizar seus fãs quanto ao seu estado de saúde. Ela disse durante um show realizado nessa terça-feira (3), na cidade de Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba que havia sido atendida por uma equipe do Samu, sendo diagnosticada com pneumonia. Foi o que relatou uma jovem que esteve prestigiando o show na Paraíba.

No vídeo divulgado no aplicativo WhatsApp, Solange relatou que começou a sentir um incômodo desde 30 de dezembro, em Salvador.

A cantora informou que foi atendida quando ainda estava na estrada para Brejo do Cruz, e mesmo sentindo dores e com febre conseguiu fazer o show até o final. “Foi uma festa muito linda, muito especial”, declarou a cantora.

O que você sabe sobre AVC?

Por Noelle Marques

Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

“Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.

Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento.”Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

Idosos

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

“Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”, diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.

Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma Gama.

HOPE promove ação preventiva no Aeroporto dos Guararapes

aeroCom objetivo de alertar a população para a necessidade do cuidado com a saúde, o Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), em parceria com o Aeroporto Internacional dos Guararapes, montou, desde a quinta-feira (01) até 15 de dezembro, um espaço para realização de alguns exames preventivos, dentro da ação itinerante Hope Alerta. O quiosque foi montado no piso térreo, próximo à escada monumental, e funcionará das 7h às 13h.

Uma equipe de profissionais qualificados irá aferir a pressão arterial, pressão intraocular e fazer teste de glicemia. Isso porque muitos problemas oftalmológicos que atingem boa parte da população são consequências de outras disfunções, como o diabetes, e que podem ser combatidas com tratamento adequado.

A falta de prevenção pode deixar mais de 70 milhões de pessoas cegas no mundo. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, 75% das pessoas cegas no mundo são vítimas causas previsíveis e/ou tratáveis. A cada cinco segundos, uma pessoa fica cega no mundo. Já para as crianças, é uma a cada minuto. O Brasil tem 1,1 milhão de cegos e cerca de 4 milhões de deficientes visuais. Por isso a importância da ação HOPE Alerta, que conta ainda com a disponibilização de material educativo, alertando para doenças como glaucoma e catarata, que podem levar a perda da visão, mas que também podem ser evitadas com prevenção.

Monitorar câncer de próstata pode ter o mesmo resultado que tratamentos convencionais, diz estudo

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Quando o assunto é câncer de próstata, um dos temores que assombram os homens é o tratamento; seja ele cirurgia, radio ou quimioterapia. É que, por se tratarem de procedimentos agressivos, a maioria das pessoas tem receio de que eles causem futuras complicações, efeitos colaterais e sequelas. A boa notícia é que, um novo estudo britânico publicado recentemente no ‘The New England Journal of Medicine’, referência em artigos e pesquisas na área da saúde, indicou que fazer o monitoramento ativo do câncer de próstata pode ser tão eficiente quanto o tratamento convencional, que prevê a remoção da glândula ou radioterapia.

Segundo o urologista Guilherme Maia, do IMIP, a vigilância ativa consiste no acompanhamento periódico do câncer de próstata com a finalidade de retardar o tratamento invasivo e evitar terapias agressivas. No entanto, o método só pode ser aplicado em pacientes diagnosticados com o chamado “tumor mínimo”, que possui pouca agressividade e se encaixa em alguns critérios, como nota seis na escala de Gleason, nível de PSA (Antígeno prostático específico) abaixo de 10, apresenta poucos fragmentos na biópsia e não apresenta nódulo no exame de toque retal.

De acordo com o especialista, essa técnica pode ser realizada porque o câncer de próstata normalmente demora a se desenvolver. “Os pacientes de baixo risco podem optar pelo método. Nesses casos, o médico deve monitorar o tumor e ao primeiro sinal de progressão, ele deve iniciar o tratamento com radioterapia ou prostatectomia”, explica. O método tem sido uma saída procurada pelos homens porque muitos deles têm receio de que a cirurgia os deixe impotentes e incontinentes.

Durante o estudo, pesquisadores acompanharam mais de 1,6 mil pacientes por dez anos e não viram diferença no número de mortes entre homens que foram submetidos à cirurgia, radioterapia e vigilância ativa. Para os estudiosos, em termos de índices, não seria possível apontar que um tratamento é mais positivo que o outro quando se fala em taxa de mortalidade. Por isso, eles avaliaram que fazer o monitoramento é mais vantajoso se considerado o estresse causado pela abordagem cirúrgica ou medicamentosa.

Uma vez que o paciente opta pela vigilância ativa, a cada seis meses ele deve realizar o exame do toque retal, que avalia o tamanho e se há um aumento no tumor, assim como o exame de PSA, que mede o nível de antígeno prostático produzido pela glândula. A biopsia tumoral também deve ser feita uma vez por ano.

Por que salada em pacote aumenta o risco de intoxicação alimentar?

salada

Ovo e peixe crus, quando contaminados, possuem quantidades altas de salmonela, uma bactéria conhecida por causar intoxicação alimentar. Geralmente, nos restaurantes, o grande receio é em relação a esses ingredientes. Agora, uma nova pesquisa aponta um outro alimento que deve entrar no radar: a salada vendida em pacote. De acordo com o estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, os sucos liberados a partir dos cortes das folhas de salada permitem que a salmonela cresça na água — mesmo quando refrigerada. O resultado surpreendeu os cientistas, já que a bactéria tem uma temperatura preferencial de proliferação de 37 graus Celsius.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram o suco de folhas cortadas de alface, espinafre e rúcula, geralmente vendidas em pacotes nas gôndolas dos supermercados. Após a refrigeração por cinco dias — um tempo de armazenamento típico desse tipo de produto –, a quantidade de salmonela havia se multiplicado em 2 400 vezes.

Os cientistas perceberam também que o suco colaborou para que a salmonela impregnasse nas folhas de salada. Mesmo após lavar a salada em água corrente, as folhas ainda não eram seguras para consumo. O suco também contaminou os sacos de plástico e os recipientes utilizados para armazenar a salada.

Os pesquisadores ressaltaram que os resultados não devem desencorajar o consumo desse tipo de salada. O alerta é para redobrar o cuidado. Eles indicam ainda que os consumidores evitem comprar pacotes com folhas mistas, que tenham sucos visíveis. Além disso, sugerem que o alimento seja sempre armazenado na geladeira e que a salada seja consumida o mais rápido possível depois de aberta.

Da Veja