Monitorar câncer de próstata pode ter o mesmo resultado que tratamentos convencionais, diz estudo

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Quando o assunto é câncer de próstata, um dos temores que assombram os homens é o tratamento; seja ele cirurgia, radio ou quimioterapia. É que, por se tratarem de procedimentos agressivos, a maioria das pessoas tem receio de que eles causem futuras complicações, efeitos colaterais e sequelas. A boa notícia é que, um novo estudo britânico publicado recentemente no ‘The New England Journal of Medicine’, referência em artigos e pesquisas na área da saúde, indicou que fazer o monitoramento ativo do câncer de próstata pode ser tão eficiente quanto o tratamento convencional, que prevê a remoção da glândula ou radioterapia.

Segundo o urologista Guilherme Maia, do IMIP, a vigilância ativa consiste no acompanhamento periódico do câncer de próstata com a finalidade de retardar o tratamento invasivo e evitar terapias agressivas. No entanto, o método só pode ser aplicado em pacientes diagnosticados com o chamado “tumor mínimo”, que possui pouca agressividade e se encaixa em alguns critérios, como nota seis na escala de Gleason, nível de PSA (Antígeno prostático específico) abaixo de 10, apresenta poucos fragmentos na biópsia e não apresenta nódulo no exame de toque retal.

De acordo com o especialista, essa técnica pode ser realizada porque o câncer de próstata normalmente demora a se desenvolver. “Os pacientes de baixo risco podem optar pelo método. Nesses casos, o médico deve monitorar o tumor e ao primeiro sinal de progressão, ele deve iniciar o tratamento com radioterapia ou prostatectomia”, explica. O método tem sido uma saída procurada pelos homens porque muitos deles têm receio de que a cirurgia os deixe impotentes e incontinentes.

Durante o estudo, pesquisadores acompanharam mais de 1,6 mil pacientes por dez anos e não viram diferença no número de mortes entre homens que foram submetidos à cirurgia, radioterapia e vigilância ativa. Para os estudiosos, em termos de índices, não seria possível apontar que um tratamento é mais positivo que o outro quando se fala em taxa de mortalidade. Por isso, eles avaliaram que fazer o monitoramento é mais vantajoso se considerado o estresse causado pela abordagem cirúrgica ou medicamentosa.

Uma vez que o paciente opta pela vigilância ativa, a cada seis meses ele deve realizar o exame do toque retal, que avalia o tamanho e se há um aumento no tumor, assim como o exame de PSA, que mede o nível de antígeno prostático produzido pela glândula. A biopsia tumoral também deve ser feita uma vez por ano.

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