Oftalmologistas pernambucanos trazem nova técnica para o estado

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Os médicos oftalmologistas Bernardo Cavalcanti e Lúcio Maranhão, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope) e da Fundação Altino Ventura (FAV), participaram, no fim do ano de 2015, em Indianápolis, nos Estados Unidos, de um curso de transplante de córnea utilizando uma nova técnica revolucionária. Trata-se da chamada DMEK, um grande avanço na medicina oftalmológica, que permite uma menor incisão, além de menor quantidade de sutura – precisa de apenas uma e o transplante tradicional leva em média 16 suturas. As vantagens também se estendem para o pós-operatório, já que estudos indicam apenas 1% de rejeição com o método DMEK, em comparação com 20% nos transplantes tradicionais penetrantes. A princípio, pacientes do Hope que necessitem e estejam aptos para cirurgia, serão transplantados com a utilização da nova técnica.

O curso foi ministrado pelo renomado médico Dr. Francis Price. A nova técnica consiste na remoção de uma fina camada da córnea que contém a Membrana de Descemet e Endotélio (ambas são camadas do olho) das córneas doadas. Essa fina camada pode ser implantada por incisão de 3.0mm, enquanto o transplante endotelial requer em média uma abertura de 5.2mm. Essa técnica foi chama de DMEK e permite uma melhor e mais rápida recuperação visual. “No curso foram apresentadas as últimas novidades em relação à preparação do tecido doador, técnica de aplicação no enxerto no receptor, dados novos em relação à recuperação visual e rejeição”, explica Dr. Bernardo Cavalcanti.

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Os principais pacientes candidatos a esse procedimento são os que apresentam alguma alteração da camada endotelial da córnea. As principais doenças são:

1. Distrofia endotelial de Fuchs: geralmente mulheres acima de 40 anos são as mais afetadas. A córnea apresenta uma perda progressiva do endotélio e causa inchaço e redução da transparência da córnea. Sintomas inicias podem ser apenas a flutuação da visão que é maior pela manhã.

2. Ceratoprotese bolhosa: é decorrente de um dano ao endotélio que pode ser ocasionado por uma infecção ou inflamação interna (como nos casos de infecção por vírus do herpes), ou por algum procedimento cirúrgico que levou a perda aumentada dessas células.

3. Falência de transplante: pacientes previamente transplantados que apresentam falência do tecido doado decorrente da perda acelerada de células do endotélio.

Uma ideia sobre “Oftalmologistas pernambucanos trazem nova técnica para o estado

  1. Maravilha de progresso dentro da oftalmologia, e, parabéns à equipe, especialmente meu amado filho do coração, dr. Lúcio Maranhão. Quiçá a população mais carente possa sair beneficiada com essa nova tecnologia, quiçá.

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