Vai-se Luiz. Fica a Melodia.


Por Marina Rossi

O cantor carioca Luiz Melodia morreu nesta sexta-feira, aos 66 anos, em decorrência de um câncer de medula óssea, no Rio de Janeiro. Um dos maiores compositores brasileiros, Melodia é autor de sucessos da Música Popular Brasileira como Pérola Negra e Estácio, Holly Estácio, essa última uma homenagem ao local onde nasceu, o morro do Estácio.

Luiz Melodia se definia como um compositor “da perifa do Rio”. “Eu sou um compositor de tudo, mas [antes de tudo] sou um negro”, disse, certa vez, na casa do cantor Zeca Pagodinho, por quem tinha muita admiração. “Quando um compositor do porte do Zeca dá esta oportunidade é emocionante”, afirmou, sobre o sambista interpretar suas músicas. “A invisibilidade [do compositor] não importa”.

Após o diagnóstico do miolema múltiplo, nome técnico deste tipo raro de câncer no sangue, Melodia iniciou o tratamento com quimioterapia em abril deste ano. Em maio, porém, fora submetido a um transplante de medula óssea, pois não estava respondendo bem ao tratamento com quimioterapia. A cirurgia fora bem-sucedida, mas a doença não regrediu.

Enquanto esteve internado, sua casa na zona sul do Rio fora invadida por bandidos que levaram alguns pertences do cantor, incluindo o computador onde estava guardado todo seu acervo histórico, como a biografia em inglês, releases de lançamento de Pérola Negra, além de toda a discografia.

Luiz Melodia era casado com a compositora, cantora e produtora Jane Reis e era pai do rapper Mahal Reis.

Do El País

Radiografias odontológicas podem causar câncer de tireóide?

Quem está sempre ligado nas redes sociais deve ter visto um vídeo que andou circulando por aí associando os exames de mamografia e os odontológicos ao câncer de tireoide. Esse material, inclusive, citava o nome do popular e renomado médico Drauzio Varella como autor das informações. Correntes virtuais a parte, será que essas informações têm algum fundamento? Segundo nossas pesquisas, parece que não.

Para quem não viu, o vídeo afirma que os casos de câncer de tireoide estão aumentando por causa da radiação emanada durante esses tipos de exames e ainda critica muitos profissionais que não oferecem aos pacientes protetores de chumbo para a garganta, fator que colaboraria ainda mais para o aumento da doença.

Indignado com o uso indevido do seu nome, Drauzio Varella desmentiu a informação em seu site. “Nunca gravei nenhum programa afirmando que a mamografia causa câncer de tireoide. Esse tipo de afirmação confunde a população e é um desserviço”, disse o médico na sua página da internet.

Radiografias odontológicas

Intrigados, principalmente em relação aos exames odontológicos, procuramos José Luiz Cintra Junqueira, cirurgião-dentista, doutor em Radiologia e em Ortodontia e diretor geral da Faculdade São Leopoldo Mandic, para esclarecer nossas dúvidas. Sem rodeios, o especialista foi direto.

“As radiografias odontológicas não apresentam risco se forem usadas as ferramentas de radioproteção que médicos e dentistas conhecem e usam rotineiramente para auxiliar no radiodiagnóstico”, diz José Luiz.

No entanto, a especialista faz questão de destacar que essa polêmica nem deveria ser levada em conta uma vez que a radiação emanada nesses exames é muito pequena.

“Estudos mostraram que nunca foi comprovado cientificamente a relação entre o câncer de tireoide e radiologia odontológica pela simples razão de que os exames radiográficos odontológicos utilizam doses pequenas de radiação x. E os pacientes se submetem à radiação poucas vezes”, diz o especialista.

100 vezes menor

A Comissão Nacional de Mamografia divulgou uma nota em 2015 dizendo que os riscos de indução desse tipo de câncer depois de uma mamografia são insignificantes tratando-se de 1 caso detectado a cada 17 milhões de mulheres entre 40 e 80 anos.

Ainda segundo a nota, a dose de radiação que atinge a tireoide durante o exame é menor que 1% comparando-a com a dose que vai para a mama. No caso dos exames odontológicos a proporção é ainda menor. Para se ter uma ideia em números, a dose de radiação à qual o paciente é exposto em uma mamografia, que já vimos ser pequena, é mais de 100 vezes maior do que a dose em um raio-X odontológico.

A polêmica do colar de proteção

Segundo José Luiz, caso não seja oferecido os instrumentos de proteção adequados na hora do exame, o paciente deve exigi-los. “Devem ser exigidos o avental de chumbo e o colar de tireoide (proteção de pescoço) para radiografias intrabucais e extrabucais, além de observar se um dentista ou radiologista está responsável pelo exame”, diz o especialista.

A polêmica existe porque em alguns exames, esse colar de pescoço pode prejudicar os resultados. A própria Comissão Nacional de Mamografia não recomenda seu uso alegando que pode interferir no posicionamento da mama, reduzindo a qualidade da imagem, interferindo no diagnóstico e levando à necessidade de repetições de exames.

E não é só isso. Eles ainda alegam que, como há uma exposição insignificante à radiação de outros locais que não seja a mama, o protetor teria mais uma função psicológica do que preventiva.

José Luiz concorda em partes com a CNM. “Quando possível, recomendo usar o protetor, mas, em alguns exames ele realmente pode prejudicar o resultado. Caberá ao dentista especialista em radiologia decidir, porque se o foco da análise for próximo do pescoço, a imagem poderá ser prejudicada, sim”, diz o especialista.

Da Agência Beta

Morre ex-apresentador do Jornal Nacional e do Fantástico

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Morreu neste sábado (12) o jornalista Berto Filho, o primeiro apresentador do RJTV, também atuou no Fantástico e no Jornal Nacional, da TV Globo, nos anos 80. Ele padecia de câncer na garganta e no cérebro há dois anos. Berto completaria 76 anos de idade neste domingo (13), e os filhos organizavam uma festa de aniversário para comemorar a data.

Em tratamento no Instituto Nacional do Câncer (Inca) de Vila Isabel, na Zona Norte da cidade, o jornalista morreu por volta de 13h. Desde janeiro do ano passado, depois de perder a mulher, Berto morava no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

“Um paizão. Meu melhor amigo.” Na tarde deste sábado, os olhos marejados de Henry Lelot, filho do jornalista, precediam a lágrima que caía quando se referiu à saudade que sentirá do pai. Berto estava internado no hospital do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, e morreu dormindo, de acordo com o filho.

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Na trajetória de luta contra a doença, os parentes de Berto comemoravam uma recente melhora. Ainda no ínicio de 2015, o câncer havia sumido. No mesmo dia que teve alta, porém, a mulher de Berto foi internada, também com câncer.

Ela viu ele com câncer. Sofreu muito. Quando ele recebeu a alta, ela me falou: “Henry, vai lá pegar que o seu pai está saindo do hospital”. No dia seguinte, ela foi internada, ficou 33 dias entubada, na UTI, e morreu. Acho que isso também mexeu muito com ele. Esse ano que passou foi como uma sobrevida”, disse Henry.

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Parceiros de uma vida inteira, Berto e a mulher estavam juntos há 55 anos. Com a perda da mulher e a reincidência do câncer, Berto voltou a ser tratado no Inca. Lá, uma nova bateria de exames, além de radioterapia e quimioterapia.

“Ele melhorou. De um dia para o outro, começou a falar. A voz voltou, voltaram os planos”, contou o filho do jornalista. Henry, agora, quer seguir com um dos últimos projetos do pai. Durante o último ano, Berto escreveu um livro e faltam detalhes para que seja publicado, revelou o filho.

Em um dos últimos diálogos de Henry com o pai, o filho do jornalista conta como tentava alentar Berto a respeito do que poderia ser o destino. A última vez que Henry esteve com o pai foi nesta sexta-feira (11) à tarde.

“Pai, você sabe que a gente tem que encarar de frente as coisas. Você sabe que está com dois caminhos à frente. Mas os dois são bons. Um, se você sobreviver e ficar aqui comigo, com a gente, nós vamos publicar esse livro juntos. Você vai me ajudar. E depois, você vai acabar indo, não tem jeito. A outra opção é caso Deus queira te levar antes. Imagina só, se ele te levar antes. Quem vai te buscar é a mamãe. Você vai se encontrar com ela lá. Está todo mundo lá te esperando. Lá tem mais gente que você ama do que aqui, já”, contou emocionado o filho.

Do G1

Ex-apresentador do Jornal Nacional está com câncer e se recupera de AVC

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Por Marcela Ribeiro

O jornalista Berto Filho, 75 anos, ex-apresentador de telejornais da Globo, entre eles “Jornal Nacional” e “RJ TV”, e também ex-locutor do “Fantástico”, está lutando contra um câncer no fígado e se recupera de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Berto mudou-se na segunda-feira (25) para o Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, e chegou com problemas de saúde sérios. De acordo com Cida Cabral, administradora do local, nos últimos três anos, o jornalista ficou viúvo e perdeu sua irmã.

“Ele morava com o filho, homem , sozinho, que não tem como cuidar direito, também trabalha e nos procurou para saber da possibilidade da gente poder acolhê-lo e ajudá-lo. O Retiro o recebeu de portas abertas, sabendo o quanto ele batalhou”, disse.

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Cida contou que o ex-apresentador está também com um problema na voz, que o tem deixado ainda mais debilitado e deprimido.

“Amanhã ele tem uma nova consulta para começar a tratar este outro problema, ele está perdendo a voz, fala muito pouco. O médico pediu que ele fosse poupado ao máximo. A parte da garganta está deixando ele um pouco para baixo, mas vamos começar as consultas e exames para tentar resolver logo. Ontem ele até conseguiu susurrar que está escrevendo um livro”.

Há três anos, Berto estava bem e foi até o Retiro dos Artistas pleitear uma vaga para uma irmã dele, que era cantora, e morava no interior de São Paulo.

“Ele passou o dia, conversou com todo mundo, estava feliz, mas, nestes três anos, perdeu irmã, a esposa e em seguida foi diagnosticado com câncer”, disse Cida.

O jornalista não tem plano de saúde, está fazendo tratamento no INCA (Instituto Nacional do Câncer) e contará com o atendimento médico do Retiro dos Artistas.

Nesta terça-feira (26), ele foi ao INCA dar continuidade ao tratamento do câncer, acompanhado de uma enfermeira em uma ambulância do Retiro.

Além da Globo, onde trabalhou nos anos 70 e 80, Berto Filho passou pela TV Rio, Rede Manchete e RedeTV!. Em 2004, ele foi recontratado pela Globo para assumir a locução das matérias do Fantástico. O contrato de Berto com a emissora foi rescindido em 2008.