Perdemos Nelson Xavier

O ator Nelson Xavier morreu, aos 75 anos, na madrugada desta quarta (10), em Uberlândia (Minas Gerais), em decorrência de um câncer.

Nascido em São Paulo em 1941, Nelson Agostini Xavier atuava há cerca de cinco décadas -fez inúmeros trabalhos na TV, no cinema e no teatro.

O ator fez filmes como “Os Deuses e os Mortos” (1970), de Ruy Guerra, “Dona Flor e seus Dois Maridos” (1976), de Bruno Barreto; e “A Queda” (1978), também de Ruy Guerra, que lhe rendeu um Urso de Prata no Festival de Berlim.

Em 2010 ganhou notoriedade ao protagonizar a cinebiografia sobre Chico Xavier em filme que leva o nome do médium.

Premiado como melhor ator no Festival do Rio em 2016, Nelson Xavier interpreta em “A Despedida”, filmes que estreia no próximo dia 25, personagem que, enquanto planeja seu retorno ao crime, se vira tentando emplacar máquinas caça-níqueis em botecos suburbanos e se envolve em situações tragicômicas.

O corpo do ator será levado ao Rio de Janeiro, onde deve ser cremado nesta quinta (11).

Da FolhaPE

Morre o ex-deputado Maurílio Ferreira Lima

Morreu na madrugada desta quarta-feira (03), o ex-deputado Maurílio Ferreira Lima, aos 76 anos. Vítima de problemas coronarianos, doença relacionada ao músculo cardíaco, ele estava internado há mais de dois meses em um hospital particular da cidade.

Maurílio Figueira Ferreira Lima era natural de Limoeiro, no Agreste. Nasceu em 29 de setembro de 1940. Formou-se em Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas iniciou seus estudos na Faculdade de Direito do Recife. Ele deixou dois filhos e cinco netos. Foi oficial e chefe de gabinete do ex-governador Miguel Arraes (PSB) e exerceu mandatos como deputado estadual e federal pelo MDB e, posteriormente, pelo PMDB. Foi cassado pela AI-5 em 1968 e exilado na Argélia. Retornou ao Brasil em 1979.

O velório do parlamentar acontece a partir das 13h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, onde o corpo será cremado às 19h.

Morre Chuck Berry, a lenda do Rock

Chuck Berry, uma das lendas do rock n’ roll, morreu neste sábado aos 90 anos. A informação foi confirmada pela polícia do Missouri, que respondeu a um chamado de socorro na casa de Berry, mas o guitarrista já não respondia mais aos cuidados médicos.

Ainda de acordo com a polícia, a família de Berry pede privacidade “neste momento de luto”. A causa da morte deve ser confirmada posteriormente.

Natural de St. Louis, no Missouri, Charles Edward Anderson Berry começou a tocar ainda novo, e já se apresentava em público quando cursava o ensino médio. Depois de ser mandado para o reformatório entre 1944 e 1947 por assalto a mão armada, casou-se e começou a trabalhar numa fábrica automotiva. Influenciado no início dos anos 1950 por blueseiros como T-Bone Walker, aventurou-se em trios e parcerias até chegar a Chicago em 1955, onde fez os contatos que lhe permitiriam seguir profissionalmente na música.

(Em De Volta para o Futuro, 1955 é também o ano em que Marty McFly toca “Johnny B. Goode” para uma plateia atônita com o “advento” do rock, e a citação de Chuck é completa numa menção a um fictício primo dele, Marvin Berry, que teria apresentado o riff de guitarra a Chuck pelo telefone.)

Numa época em que a música negra dos EUA se fazia com variações de blues, Chuck Berry começou a inovar trazendo para o R&B seus solos de guitarra e letras que falavam do dia a dia dos jovens, além de seu jeito único de performance, que mais tarde serviria de influência a outra geração, a de Elvis Presley. Até hoje rádios no mundo todo tocam as versões de Berry para clássicos do começo do rock, como “Maybellene” (1955), “Roll Over Beethoven” (1956), “Rock and Roll Music” (1957) e “Johnny B. Goode” (1958).

Do Omelete

Russo, ex-assistente de palco da Globo, morre aos 85 anos

Antônio Pedro de Sousa, o ‘Russo’, ex-assistente de palco da Rede Globo, faleceu aos 85 anos neste sábado. A notícia foi divulgada pela família e a causa da morte ainda é desconhecida pela imprensa.

O ex-assistente ficou conhecido pelos 46 anos em que contribuiu como ajudante de palco na Rede Globo, com passagens nos programas de Chacrinha, Faustão, Luciano Hulk, Xuxa e Angélica.

Morre o cantor George Michael

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Morreu neste domingo o cantor e compositor inglês George Michael, aos 53 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista ao site BBC. “É com grande tristeza que podemos confirmar que o nosso astro, irmão e amigo George faleceu pacificamente em casa durante o período de Natal”, diz o representante do astro em texto publicado no portal da emissora britânica.

A polícia londrina informou que uma ambulância foi chamada para a casa do cantor nesta tarde, mas que não foi encontrada nenhuma “circunstância suspeita”. “A família pede que sua privacidade seja respeitada neste momento de dificuldade e de emoções. Não faremos outros comentários no momento”, diz ainda o texto.

Nascido em Londres em 1963, filho de uma britânica e um imigrante cipriota grego, Michael, cujo nome real é Georgios Kyriacos Panayiotou, é dono de hits como “Careless whisper”, “Freedom 90″, Wake Me Up Before You Go-go”, e “Last Christmas”.

O astro viu sua carreira decolar na década de 80, quando formou o duo Wham! com Andrew Ridgeley. O grupo criado em 1981 se dissolveu em 1986. Depois, Michael se lançou como artista solo. Em quase quatro décadas de carreira, ele gravou sete discos, que venderam mais de 100 milhões de cópias. Foi indicado a oito prêmios Grammy, vencendo em duas ocasiões – uma pelo dueto “I Knew You Were Waiting (For Me)”, com Aretha Franklin, em 1987; e outra por “Faith”, em 1989. Sua última obra foi o álbum “Symphonica”, lançado em 2014.

Em 2012, ele chegou a se apresentar na cerimônia de encerramento da Olimpíada de Londres, onde cantou o single “White Light”. No início de dezembro deste ano, foi anunciada uma parceria entre o cantor inglês e o produtor Naughty Boy para o lançamento de um novo álbum – o oitavo de sua carreira. Não se sabe se o trabalho foi concluído.

Considerado hoje um ícone do mundo gay, Michael passou a falar abertamente sobre sua orientação sexual após ter sido preso, em abril de 1998, por “ato obsceno”. Na ocasião, ele havia sido flagrado acompanhado de um outro homem num banheiro público de Los Angeles. Um de seus relacionamentos mais barulhentos foi com o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, que conheceu durante o Rock in Rio 1991. Portador de HIV, Feleppa morreu dois anos depois e foi homenageado por Michael com a música “Jesus to a Child”.

Ao longo de sua vida, o cantor inglês se envolveu em diversos escândalos relacionados ao consumo de drogas. Em 2010, passou quatro semanas preso por ter batido seu carro em uma loja de Londres depois de ter fumado maconha. Três anos antes, foi encontrado inconsciente em sua Mercedes Benz. Na época, também admitiu o consumo de ilícitos, mas escapou da prisão após aceitar cumprir 100 horas de trabalhos sociais.

Da Veja

Morre Dona Mira, famosa dona de restaurante em Casa Amarela

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Aos 77 anos, Aldemira Pereira de Lima, proprietária do famoso Restaurante da Mira, morreu na tarde desta sexta-feira (23) vítima de uma câncer de fígado. De acordo com os familiares da proprietária, ela estava internada há uma semana no Hospital da Unimed Recife III e não resistiu à doença.

Dona Mira deixa seis filhos e quatro netos. O velório ocorre a partir das 8h deste sábado (24) e o sepultamento está previsto para as 11h no Cemitério de Casa Amarela, Zona Norte do Recife.

O restaurante fica na antiga residência de Mira, localizada em uma modesta casa com tijolos amarelos na rua Eurico Chaves, em Casa Amarela. Não há placas de identificação no estabelecimento, mas está sempre cheio de clientes. Devido ao falecimento de Aldemira, o local permanece fechado até o dia 27 de dezembro, só reabrindo na próxima quarta-feira (28).

Dona Mira cuidou dos filhos e conseguiu fundar o restaurante, que começou com uma barraquinha na praça do Derby, área central, em 1978. De lá, ela se mudou para a praça do Entroncamento e, já famosa e com clientela fixa, resolveu fundar o restaurante na própria casa, a pedido dos consumidores. Com o sucesso, ela se mudou da residência, que permaneceu como o estabelecimento.

Outro feito que marcou a história da matriarca foi realizar a tradicional distribuição dos doces da festa de Cosme e Damião, realizada em setembro.

Da FolhaPE

Morre Bárbara Gollner

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Por Gabriel Diniz

Morreu no sábado (19), em sua residência, vítima de infarto fulminante a professora do Departamento de Design da UFPE Bárbara Heliodora Gollner Medeiros Moreira, 38 anos. No seu curriculum universidades como Unopar, Aeso e Faculdade Marista. Na UFPE, começou a lecionar em 2007. O corpo foi velado no Cemitério Parque das Flores, em Tejipió, onde, na tarde deste domingo (20) ocorreu o sepultamento.

Mineira, de Juiz de Fora, Bárbara deixa viúvo o também professor da UFPE, José Afonso da Silva Júnior, do Departamento de Comunicação Social, e um filho, João Pedro, de sete anos.

Oftalmologia perde Dr. Afonso Medeiros

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Atualizada às 7h15 (18/08)

Por Gabriel Diniz

Morreu no início desta tarde, no Real Hospital Português, na Ilha do Leite, Zona Central do Recife, o oftalmologista Afonso Medeiros. Sócio-fundador do Instituto de Olhos do Recife (IOR), Medeiros estava internado há cerca de um mês após ter sofrido um aneurisma.

O velório acontece das 8h às 11h desta quinta-feira (18) no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, onde o corpo será cremado.

Nas redes sociais, médicos e amigos lamentaram a morte do Oftalmologista. O médico Roberto Vieira publicou uma bela homenagem

OBRIGADO, DR. AFONSO MEDEIROS!

Dr. Afonso Medeiros nos disse até logo. Um dos três maiores especialistas brasileiros em Biomicroscopia. Um herdeiro do lendário Archimedes Busacca – italiano que deixou Mussolini falando sozinho e veio para o Brasil. Um médico que usufruiu das lições do saudoso Hilton Rocha.

A última vez que vi Dr. Afonso, ele estava dando aula aos residentes do Hospital Santa Luzia. Fazendo aquilo que mais amava: transmitir conhecimento. Dr. Afonso que descobriu muito cedo que dividir sempre multiplica.

A vida de um oftalmologista quando se encerra, pode ser admirada pela beleza que legou no olhar dos seus pacientes. Oriundo de um tempo em que a clínica se erguia soberana e solitária diante da batalha contra a cegueira, os triunfos de Dr. Afonso sempre foram imensamente maiores que seus momentos de incerteza. Para a beleza, ele ajudou a erguer o belo Instituto de Olhos do Recife.

Hoje é uma noite triste. Olhando para a memória, aqui já não se encontram tantos Mestres, tantos Professores. Dr. Jayme Figueiredo se foi. Dr. Silvio Paes Barreto. Dr. Clóvis Paiva. Dr. Salazar. Dr. Zaverucha. Dr. Afonso.

Olhamos em volta e nossas raízes parecem distantes.

Ou não!

Porque o maior legado da Oftalmologia pernambucana e brasileira em nosso século de redes sociais e coerências ópticas não repousa nos aparelhos, na sofisticação, no laser, nas lentes dobráveis multifocais. O maior legado é a gentileza e o carinho com o paciente. A calma para escutar cada história e para realizar cada exame com o conhecimento adquirido no passado.

A mesma gentileza que conhecemos na voz e no sorriso de Dr. Afonso.

Para que a beleza e a luz sejam sempre parte da nossa vida e, principalmente, dos nossos pacientes.

Morre o ex-presidente da Fifa João Havelange

JH

O ex-presidente da Fifa e ex-atleta Olímpico João Havelange morreu, aos 100 anos, nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro. No último dia 8, ele havia recebido alta do Hospital Samaritano, onde estava internado desde o começo de julho por conta de uma pneumonia.

Em junho de 2014, Havelange foi internado por causa de infecção respiratória e permaneceu no mesmo hospital por quatro dias, até receber alta. Dois anos antes, ele chegou a ficar em estado grave com quadro de infecção bacteriana. Havelange virou presidente da Fifa em 1974 e permaneceu no cargo até 1998.

Do FolhaPE

Morre Elke Maravilha

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Elke Maravilha morreu no início da madrugada desta terça-feira (16), por volta da 1h da manhã, aos 71 anos. Por conta de uma cirurgia para tratar uma úlcera, a atriz estava internada há cerca de um mês na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro.

Segundo o produtor da artista, Lucas Rodrigues, Elke sentiu fortes dores na barriga e foi para o hospital, onde descobriu uma úlcera duodenal e já seguiu para a cirurgia. “O coma induzido é um procedimento padrão na recuperação da cirurgia que ela fez no abdômen. Ela começou a sentir forte dores na barriga e foi pro hospital. Lá, eles descobriram o problema e a operaram. Mas, agora, ela está respondendo bem ao tratamento, está reagindo corretamente aos medicamentos”, disse Lucas. Elke tinha diabetes, porém, a causa da morte ainda não foi divulgada, assim como a data e o local do enterro. “Avisamos que nossa Elke já não esta por aqui conosco. Como ela mesma dizia,foi brincar de outra coisa. Que todos os deuses,que ela tanto amava, estejam com ela nessa viagem. Crianças,conviver é o grande barato da vida,aproveitem e convivam.”, diz o comunicado publicado no perfil da atriz, no Facebook.

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Lucas também disse que a atriz estava bastante ativa antes da internação, fazendo várias campanhas publicitárias e shows, como o Elke Canta e Conta, no qual falava de passagens de sua vida como modelo e de alguns momentos de sua infância na Rússia, onde nasceu, em 1945.

Elke Grunnupp chegou ao Brasil ainda criança, com os pais, e foi direto morar em Itabira, no interior de Minas Gerais. Aos 24 anos, iniciou sua carreira como modelo e sua estreia na televisão ocorreu logo em seguida, na Discoteca do Chacrinha, em 1972, onde foi jurada de calouros. Além de apresentadora, ela também fez novelas, filmes e várias peças. Entre os estilistas mais famosos para quem desfilou estava Zuzu Angel, quem conheceu em 1970, no salão do cabeleireiro Jambert. A forte amizade entre as duas levou Elke para a cadeia, durante a ditadura militar brasileira. Ela ficou seis dias presas, após rasgar um cartaz de procurado do filho de Zuzu, Stuart Angel Jones, que foi torturado e dado como desaparecido.

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Além de atriz, Elke ainda foi bancária, secretária e bibliotecária e falava oito idiomas: alemão, italiano, espanhol, russo, francês, inglês, grego e latim. Atuou como uma dona de um bordel na minissérie Memórias de um Gigolô, em 1986, que fez tanto sucesso que ela foi convidada a ser madrinha da Associação das Prostitutas do Rio de Janeiro. A última aparição da atriz nos cinemas foi recentemente, no filme Carrossel 2 – O Sumiço de Maria Joaquina Entrevista, que estreou em julho deste ano, no qual ela trabalhou ao lado de Paulo Miklos e Oscar Filho.

Da Contigo